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Ao tomar posse, Crivella agradece a Deus e defende ajuste: 'É proibido gastar'

01/01/2017 14:35 -02 | Atualizado 01/01/2017 14:35 -02
Fernando Frazão/Agência Brasil

Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella (PRB) tomou posse neste domingo (1º) na Câmara Municipal como prefeito do Rio de Janeiro e pregou um discurso de austeridade ao lado dos 51 vereadores eleitos.

"A ordem é a seguinte: é proibido gastar", declarou em seu discurso de posse. "O país está em crise. O Rio de Janeiro está em crise. A cidade está nesse cenário. É tempo de cautela", completou.

A sessão foi presidida pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC), o mais votado da nova legislatura, com 106.657 votos, como prevê o regimento interno da Casa e da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro. Este é o quinto mandato de Bolsonaro na Câmara.

Crivella agradeceu diversas vezes a Deus, à família e a aliados políticos. Ele também ressaltou o apoio do bispo Edir Macedo e de líderes de outras religiões. O novo prefeito disse também que não será o "prefeito das ilusões".

"É com fé e sem medo que assumo a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Venho cumprir o mandato que recebi do povo com a determinação de cuidar das pessoas (...) Não fomos o candidato das promessas, não seremos o prefeito das ilusões", afirmou no discurso.

Esta foi a terceira vez que concorreu à prefeitura do Rio. Senador licenciado, Crivella já foi ministro da Pesca e Aquicultura de 2012 a 2014, durante o governo de Dilma Rousseff.

Dos 51 vereadores, a base do prefeito é de 22 nomes. A bancada do PSOL, partido de seu oponente, Marcelo Freixo, conquistou 6 cadeiras e se tornou a segunda maior bancada, atrás do PMDB, que conta com 18 representantes.

À tarde, Crivella irá ao Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul da cidade, para receber o cargo do prefeito Eduardo Paes (PMDB). Após a cerimônia, o novo prefeito dará posse aos secretários municipais.

Decretos

Foram publicados 78 decretos em edição extraordinária do Diário Oficial de hoje. Um deles propõe reduzir à metade gastos com cargos comissionados. Titulares da administração deverão apresentar uma proposta em 20 dias. O objetivo é economizar R$ 300 milhões por ano.

Crivella determinou também a fusão de secretarias. As novas estruturas serão detalhadas em até 20 dias. Um rastreamento de funcionários que recebem acima do teto será feita por uma auditoria externa a ser contratada em até 60 dias.

As despesas contraídas desde abril do ano passado serão reavaliadas por uma comissão da Controladoria Geral, com a Procuradoria Geral e a Secretaria de Fazenda municipais. Foi fixada ainda uma meta global de redução de 25% dos contratos e convênios da prefeitura.

Belo Horizonte

Na capital mineira, Alexandre Kalil (PHS) pediu "juízo" aos vereadores em seu discurso de posse. O ex-cartola afirmou que o dinheiro da prefeitura não será canalizado para "troca de favores".

Kalil vai começar o mandato com um aumento de 25,86% no salário em relação ao atual prefeito, Marcio Lacerda (PSB). Durante a cerimônia, militantes protestaram contra o aumento dos salários dos cargos de primeiro escalão da prefeitura e dos vereadores e contra o reajuste de passagens.

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