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31/12/2016 17:36 -02

Em discurso de Ano-Novo, papa pede ação contra desemprego

FILIPPO MONTEFORTE via Getty Images
Pope Francis looks on as he presides the Te Deum prayer in St Peter's Basilica at the Vatican, on December 31, 2016. / AFP / FILIPPO MONTEFORTE (Photo credit should read FILIPPO MONTEFORTE/AFP/Getty Images)

Em sua mensagem de fim de ano, o papa Francisco pediu aos líderes mundiais que façam mais para combater o desemprego dos jovens, afirmando que uma geração inteira está se perdendo diante do desespero, da imigração e da falta de oportunidades.

O papa, em seu último evento público de 2016, disse que as portas tinham que ser abertas para que os jovens "pudessem sonhar e lutar por seus sonhos".

Segundo o líder da Igreja Católica, a sociedade precisa "assumir a responsabilidade e dívida que tem com os mais novos" e ajudá-los a encontrarem trabalhos dignos em suas próprias terras.

"Se de um lado há uma cultura que idolatra a juventude, tentando torná-la eterna, de outro, paradoxalmente, condenamos nossos jovens a não terem um espaço de real inserção porque lentamente os marginalizamos", afirmou.

O desemprego juvenil está na casa dos 36% na Itália, e chega a 18% entre os 28 estados da União Europeia.

Na África, o continente com a população mais jovem do mundo, o desemprego juvenil provavelmente aumentou em 2016 e já estava perto de 30% no norte da África, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho.

A pobreza e a falta de oportunidades na África impulsionam a imigração, especialmente para a Europa. Quase 5.000 homens, mulheres e crianças morreram tentando chegar à Europa via norte da África em 2016.

Entre os mais de 181 mil imigrantes que viajaram em barcos --na maioria africanos-- e chegaram à Itália em 2016, 25 mil eram menores não acompanhados, o dobro do número observado em 2015.

"Esperamos muito dos jovens e exigimos que sejam fermento para o futuro, mas os discriminamos e os condenamos a bater em portas que permanecem fechadas. Cada um deve assumir o compromisso, por pouco que possa parecer, de ajudar os nossos jovens a encontrarem, em sua terra, em sua pátria, horizontes concretos de um futuro a construir", acrescentou.

Ao final da homilia, Francisco atravessou a Praça de São Pedro, parando para apertar as mãos e posar para fotos, enquanto fazia uma breve visita ao presépio em tamanho natural que há no Vaticano.

No dia 1º de janeiro, o papa vai realizar uma missa para marcar o Dia Mundial da Paz.

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