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Luiz Carlos Ruas: estação do metrô de SP é 'rebatizada' com nome de ambulante morto

30/12/2016 18:23 -02 | Atualizado 30/12/2016 18:23 -02
Agência Brasil

Quando você passar pela estação Dom Pedro II, nunca se esqueça: o verdadeiro nome deste metrô é Luiz Carlos Ruas, ambulante morto nesta semana tentando defender duas travestis. Em um ato nesta sexta-feira (30), em memória a Luiz, familiares, amigos e representantes da comunidade LGBTT estenderam uma faixa com o nome do vendedor mudando o nome do local simbolicamente.

Os manifestantes cobram a condenação dos primos Alípio Rogério dos Santos, de 26 anos, e Ricardo do Nascimento de 21, ambos presos nesta semana pela morte de Luiz.

Com cartazes em punho e palavras de ordem, o grupo lamentou a crueldade com que o ambulante morreu. Alípio e Ricardo espancaram até a morte. As câmeras de vigilância da estação do metrô mostram Luiz, já deitado no chão, alvo de chutes em sequência.

O ato desta sexta foi o segundo desde a sua morte e começou no lado de fora da estação. No saguão, os seguranças - que no dia do assassinato não estavam presentes - isolaram o local com grades. Houve um princípio de confusão quando o grupo tentou entrar na estação.

Mensagens e flores em memória ao ambulante morto foram reunidas diante da passarela em frente à estação Pedro II. Outra faixa como a que foi colocada na fachada da estação foi grudado sobrei o memorial improvisado.

A manifestação contou com a presença do padre Júlio Lancelotti, da Pastoral Povo da Rua, que participou das homenagens ao ambulante, além do vereador eleito Eduardo Suplicy (PT), ex-secretário de Direitos Humanos da gestão Fernando Haddad (PT).

Prisão

Os primos Santos e Nascimento, foram transferidos na quinta-feira (29) da carceragem do 77º DP (Santa Cecília) para a penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. A Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias da dupla; o prazo pode ser prorrogado e a Polícia Civil já informou que pedirá a prisão preventiva dos jovens.

Os investigadores disseram que 14 testemunhas confirmaram o envolvimento dos primos no ataque a Ruas.