NOTÍCIAS

Déjà Vu de Guerra Fria: Obama anuncia retaliação à Russia por inteferir nas eleições e Putin contra-ataca

29/12/2016 20:13 -02 | Atualizado 29/12/2016 20:13 -02
SAUL LOEB via Getty Images
(COMBO)This combination of file photos shows US President Barack Obama speaking at the White House in Washington, DC on December 16, 2016 and Vladimir Putin speaking in Moscow on December 23, 2016. The US on December 29, 2016, fired back at Moscow over its meddling in the presidential election, announcing a series of tough sanctions against intelligence agencies, expulsions of agents and shutting down of Russian compounds on US soil. 'I have ordered a number of actions in response to the Russian government's aggressive harassment of US officials and cyber operations aimed at the US election,' Obama said. / AFP / Saul LOEB AND Natalia KOLESNIKOVA (Photo credit should read SAUL LOEB,NATALIA KOLESNIKOVA/AFP/Getty Images)

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (29) sanções à Rússia por uma suposta interferência do governo russo nas eleições norte americanas. O presidente Barack Obama, nos seus últimos dias de governo, deixa marcada uma retaliação à Moscou devido aos vazamentos de e-mails do Comitê do Partido Democrata, que prejudicaram a candidata Hillary Clinton durante a campanha contra o presidente eleito Donald Trump.

Ao todo, 11 russos são alvos da medida, entre eles funcionários do governo e também de serviços de inteligência da Rússia. O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou também a expulsão de 35 diplomatas russos da embaixada de Washington e do consulado de São Francisco, na Califórnia. Todos eles terão 72 horas para deixar o país.

Os diplomatas foram declarados "persona non grata" por atuarem "de maneira inconsistente com seu status diplomático".

"Essas ações vêm depois de alertas públicos e privados que fizemos ao governo russo, e são uma resposta necessária e apropriada aos esforços de prejudicar os interesses dos EUA numa violação às normas de comportamento internacionais estabelecidas", disse Obama em comunicado.

O presidente americano alertou aos russos que as sanções anunciadas nesta quinta não são a resposta definitiva dos Estados Unidos para a interferência russa no país. "Vamos continuar tomando uma série de ações quando e onde quisermos, e algumas delas não virão a público", completou.

Os Estados Unidos também decretaram que Moscou não vai mais ter acesso nas instalações russas de Maryland e Nova York.

Resposta de Moscou

Tão logo as sanções americanas foram divulgadas, a Rússia se pronunciou. O governo russo afirmou que vai responder "cada passo hostil" possam adotar em resposta às alegações de hackeamento durante as eleições de 2016.

A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Maria Zakharova disse que medidas semelhantes devem ser adotadas pelo governo russo, mas não deu detalhes de quais seriam os planos neste momento.

Porta-vozes do presidente Vladimir Putin disse que ele "não deve se apressar a tomar nenhuma decisão", mas que "não há outra alternativa" a não ser responder de alguma maneira.

A Embaixada da Rússia no Reino Unido repercutiu a medida no twitter e classificou as sanções como um "Déjà Vu da Guerra Fria", além de chamar a administração de Obama de "miserável".