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Não foi terrorismo: Rússia busca causas para queda de avião

26/12/2016 17:56 -02
MAX VETROV via Getty Images
People lay flowers and candles at a memorial in Simferopol, Crimea, on December 26, 2016, a day after a military plane carrying 92 people, including dozens of members of the Red Army Choir, crashed in the Black Sea. The Russian defence ministry told agencies there was no sign of any survivors at the crash site and that 10 bodies had been recovered off the coast of the resort city of Sochi, as authorities pledged to dispatch an additional 100 divers to aid in the search. / AFP / Max Vetrov (Photo credit should read MAX VETROV/AFP/Getty Images)

A Rússia ampliou na segunda-feira (26) sua busca pelos restos de um avião militar que caiu no Mar Negro, matando todas as 92 pessoas a bordo, e disse que um erro do piloto ou uma falha técnica – mas não terrorismo – são as explicações mais prováveis para a tragédia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os investigadores militares estão estudando todas as teorias, mas que a versão de que pode ter se tratado de um "ato terrorista" não está "nem perto do topo da lista".

O serviço de segurança FSB disse que até agora não encontrou qualquer indício apontando para um crime e que está analisando quatro causas prováveis, noticiou a agência de notícias Interfax: que um objeto estranho tenha caído no motor, que o combustível era de má qualidade e causou um problema no motor, um erro do piloto ou uma falha técnica.

De acordo com a agência Ansa, Ministério dos Transportes da Rússia afirmou que a queda do avião aconteceu provavelmente devido a um erro do piloto ou a uma falha técnica.

O avião, um TU-154 do Ministério da Defesa russo, levava dezenas de cantores do Coral do Exército Vermelho, dançarinos e membros de uma orquestra que iam à Síria entreter as tropas russas na véspera do Ano Novo.

Nove repórteres russos também estavam a bordo, além de militares e de Elizaveta Glinka, integrante proeminente do conselho consultivo de direitos humanos do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Mergulhadores e submersíveis que procuram os gravadores de dados da aeronave percorreram um trecho de água de cerca de 1,6 quilômetro a partir de Sochi, resort situado no sul russo.

Quatro pedaços pequenos de fuselagem foram recuperados a uma profundidade de 27 metros, relatou a agência de notícias RIA, mas as correntezas fortes e as águas profundas estão complicando a busca.

Em torno de 150 fragmentos foram localizados a 27 metros de profundidade, a cerca de mil milhas da costa, segundo Rimma Thernova, porta-voz da equipe de resgate baseada na estação balneária de Sochi, um resort russo no Mar Negro. As informações são da Rádio França Internacional.

O major-general Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa russo, disse que 11 corpos foram recuperados, mas a pasta negou uma reportagem da RIA segundo a qual alguns dos passageiros mortos usavam coletes salva-vidas.

Ele disse que a operação de busca por ar e mar, que já envolve cerca de 3.500 pessoas, está sendo ampliada.

Trinta e nove barcos, cinco helicópteros, um drone (aeronave por controle remoto) e mais de 100 mergulhadores estão participando e soldados também estão explorando a costa do Mar Negro.

Putin decretou um dia de luto no país nesta segunda-feira. Bandeiras foram hasteadas a meio mastro e estações de televisão retiraram programas de entretenimento de sua programação.

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, conduziu um minuto de silêncio durante uma reunião de governo, e pessoas depositaram flores no aeroporto de Sochi, de onde o avião decolou.

O Ministério da Defesa disse que o avião, um Tupolev da era soviética construído em 1983, havia passado por manutenção pela última vez em setembro e que recebeu outros grandes reparos em dezembro de 2014.

Konashenkov disse que dez corpos e 86 fragmentos de corpos da queda foram enviados de avião a Moscou para que especialistas tentem identificá-los.

(Com informações das agências de notícias)

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