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24/12/2016 20:39 -02

Em mensagem na TV, Temer promete superar crise e Natal 'muito melhor' em 2017

michel temer

Um esperançoso Michel Temer apareceu em pronunciamento de TV e rádio na noite de véspera de Natal. Em cadeia nacional, o atual presidente afirmou, na noite deste sábado (24), que "2017 será o ano em que derrotaremos a crise" e prometeu que o próximo Natal será "muito melhor do que este".

No o posto da ex-presidente Dilma Rousseff em 31 de agosto deste ano, após o processo de impeachment, Temer assumiu a agenda de reformas e mudanças drásticas na economia.

O presidente disse que tem "trabalhado dia e noite" para que o País "saia dessa crise e volte a crescer".

Em fala gravada, Temer defendeu as mudanças econômicas e disse que "já fez muito" em seus primeiros 100 dias de Palácio do Planalto. O Banco Central, no entanto, anunciou nesta semana que a economia deve avançar 0,8%. A projeção anterior era de um crescimento de 1,3%.

Temer afirmou que a inflação começou a cair e afirmou que a "carestia" que os brasileiros "sentem no supermercado" vai começar a diminuir.

Sem se aprofundar nas mudanças, o presidente lembrou ainda a polêmica reforma da Previdência, que tem dividido especialistas. "Estamos começando a reforma da Previdência para sua sagrada aposentadoria", comentou Temer. Para depois emendar: "Tudo isso, volto a dizer, em poucos meses".

“Tenho a perfeita consciência dos problemas do país e da missão que me foi dada. Os brasileiros pagam muitos impostos e pouco recebem em troca. Meu desafio é desburocratizar o Estado e melhorar a qualidade da administração pública. É o que eu chamo de democracia da eficiência”, disse.

Temer aproveitou o pronunciamento para fazer críticas ao governo petista. "Os juros estão caindo e vão cair ainda mais. Vamos crescer, desta vez, um crescimento sustentável", comentou. "A verdade virá. Brasil está no caminho certo".

Caixa 2 milionário

Citado 43 vezes em apenas uma das variadas delações da Odebrecht, o presidente não falou sobre combate à corrupção nem prometeu aprofundar cumplicidade nas investigações da Operação Lava Jato.

Cláudio Melo Filho disse ter entregue dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral para a campanha de 2014 de Michel Temer no escritório de advocacia de José Yunes, amigo e conselheiro próximo do presidente. A delação acabou ratificada por Marcelo Odebrecht.

Segundo relato do executivo Claudio Melo Filho a investigadores da Lava Jato, o dinheiro era parte dos R$ 10 milhões acertados por Temer e Marcelo Odebrecht em um jantar em maio de 2014, junto com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O encontro foi revelado em reportagem da Veja, em agosto.

Segundo o delator, R$ 4 milhões ficariam com Padilha, responsável pela distribuição do dinheiro entre outras campanhas do partido. Os outros R$ 6 milhões seriam para a campanha de Paulo Skaf, presidente da Fiesp e candidato do PMDB ao governo de São Paulo em 2014.

Yunes foi tesoureiro do PMDB em São Paulo e assessor especial de Temer no Palácio do Planalto. Após as delações, Yunes deixou o Planalto.

No rumo errado

Segundo informações da coluna Radar, da Veja, 9 entre 10 brasileiros acreditam que o Brasil vai em direção errada.

87% acreditam que o rumo do país está errado. O momento mais alarmante, entretanto, foi quando 94% estavam descrentes quanto ao futuro, no período do impeachment de Dilma.

O único período recente que o brasileiro esteve mais otimista que pessimista foi na eleição presidencial de 2014, quando 60% estavam confiantes com o futuro. Desde então, o sentimento foi ladeira abaixo. A pesquisa é do Instituto Ipsos.

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