COMPORTAMENTO

Fernando Haddad sanciona lei que permite entrada e acompanhamento de doulas nos hospitais de São Paulo

23/12/2016 13:37 -02
Boston Globe via Getty Images
MEDFORD, MA - NOVEMBER 25: Mike Bennett, left, holds his newborn son, Isaac Douglas Bennett, as his wife Ashley is tended to by her doula, Catherine McKeown-Lindsey, in Medford, Mass. on November 25, 2014. (Photo by Jessica Rinaldi/The Boston Globe via Getty Images)

A presença de doulas em maternidades municipais e hospitais privados contratados pelo município de São Paulo agora é garantida por Lei.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, aprovou nesta sexta-feira (23) o projeto de lei que garante às gestantes o acompanhamento por uma doula nos hospitais públicos da cidade.

No dia 7 deste mês, a medida passou em primeira votação na Câmara dos Vereadores de São Paulo.

Elaborado em 2014, o projeto é de autoria da vereadora Juliana Cardoso (PT) e garante à mulher o direito de ser acompanhada por uma doula em hospitais públicos do pré ao pós-parto e também durante o pré-natal, em consultas e exames.

O projeto diz:

"As maternidades e os estabelecimentos de saúde da rede municipal, ou hospitais privados contratados por ela, ficam obrigados a permitir a presença de doulas durante o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, bem como nas consultas e exames de pré-natal, sempre que solicitadas pela parturiente".

Em entrevista ao Jornal da Câmara SP, a vereadora falou sobre projeto de lei em tramitação que libera a presença de doulas em maternidades e estabelecimentos de saúde da rede municipal, ou hospitais privados contratados pela gestante:

As doulas são profissionais que oferecem apoio emocional e conforto físico às gestantes. Com o projeto, elas ficam autorizadas a permanecer com as futuras mamães durante consultas, exames pré-natal, pré-parto, parto e pós-parto imediato, com seus instrumentos de trabalho.

As profissionais que dão suporte físico e emocional as mulheres em período de gestação já tem presença garantida em hospitais, casas de parto e maternidades do Rio de Janeiro desde junho deste ano.

Em entrevista à Agência Brasil, Daniela de Almeida Andretto, presidenta da Associação de Doulas do Estado de São Paulo (Adosp), disse que a vitória com a aprovação da lei não é da doula, mas da mulher.

“Se a gente pensar nas mulheres que vão a um hospital público que, muitas vezes, é a única opção dela, a presença da doula favorece a questão da saúde para ela. A gente está falando de um projeto que não tem a ver só com deixar ou não a doula entrar. Tem a ver com melhorar a saúde materna”

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