ENTRETENIMENTO

11 celebridades negras que se posicionaram contra a desigualdade racial em 2016

23/12/2016 19:09 -02

2016 foi mais um ano que ficará na história pelas injustiças sociais – desde a crise da água em Flint até uma sequência de pessoas mortas a tiros por policiais, entre outros casos. Esses acontecimentos levaram alguns de nossos artistas e atletas favoritos a elevar suas vozes em protesto.

Veja a seguir 11 atletas e celebridades negras que tomaram posição contra a injustiça este ano.

!) #JusticeForFlint - Ryan Coogler e Ava DuVernay, Jesse Williams

ryan coogler e ava duvernay

Em fevereiro, enquanto alguns nomes de Hollywood boicotavam a festa de entrega dos Oscar deste ano, os diretores de cinema Ryan Coogler e Ava DuVernay optaram em vez disso por criar seu próprio concerto beneficente sob a hashtag #JusticeForFlint (Justiça para Flint). Com participações e apresentações de gente como Jesse Williams, Jussie Smollett, Janelle Monae e Stevie Wonder, o evento ajudou a levantar dezenas de milhares de dólares para os moradores afetados pela crise da água em Flint.

2) Common

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Em junho Common ofereceu a seus fãs um gostinho de seu novo álbum, “Black America Again”, recitando um verso da faixa-título do álbum durante uma participação no programa “Sway in the Morning”, da SiriusXM. Na faixa, que tem a participação de Stevie Wonder, o rapper de Chicago falou da morte de Trayvon Martin, do encarceramento em massa e do movimento Black Lives Matter. Em outubro, Common, que também é ator, foi a atração principal do festival de justiça social de Harry Belafonte, “Many Rivers to Cross”.

3) LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Chris Paul

lebron james carmelo anthony

Na entrega dos ESPY Awards, este ano, LeBron James, Carmelo Anthony, Chris Paul e Dwyane Wade subiram ao palco para incentivar outros atletas a reconstruir comunidades americanas divididas pela discriminação racial, a violência armada e a brutalidade policial. LeBron disse: “Diante da violência, todos nós nos sentimos impotentes e frustrados. Mas isso não é aceitável. É hora de nos olharmos no espelho e perguntarmos o que estamos fazendo para promover transformações. Sei que hoje estamos homenageando Muhammad Ali, o maior de todos os tempos. Mas, para fazer alguma justiça ao legado dele, vamos aproveitar este momento para convocar todos os atletas profissionais a se conscientizarem. Vamos nos manifestar. Usar a influência que temos. E vamos renunciar a toda violência.”

4) Beyoncé

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Em fevereiro, Beyoncé apresentou-se no show do meio-tempo do Super Bowl, e algumas pessoas descreveram sua apresentação como “um ataque à polícia”. Em abril ela lançou “Lemonade”. Depois das mortes de Alton Sterling e Philando Castilo, vítimas de disparos de policiais, Bey, em um comunicado em seu site na internet, incentivou seus fãs a “assumir posição e exigir que a polícia pare de nos matar”. Mais tarde ela postou no Instagram: “Todos nós temos o poder de canalizar nossa raiva e frustração em ações”. 

5) Michael Jordan

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Durante muito tempo Michael Jordan manteve silêncio em relação a questões sociais e políticas, mas essa postura chegou ao fim em 2016 quando o grande ás do basquete rompeu seu silêncio em relação à brutalidade policial. Em julho Jordan divulgou um comunicado ao site The Undefeated, da ESPN, sugerindo que os americanos precisam encontrar soluções “que garantam que pessoas de cor recebam tratamento justo e igual E que policiais ... sejam respeitados e apoiados”. Na carta, Jordan também revelou ter doado US$ milhão cada ao Instituto de Relações Comunidade-Polícia, da Associação Internacional de Chefes de Polícia, e ao Fundo de Defesa Jurídica da NAACP (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor).

6) Carmelo Anthony

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Carmelo Anthony vem sendo socialmente ativo desde a morte de Freddie Gray, no ano passado. Depois de conquistar sua terceira medalha olímpica de basquete nas Olimpíadas deste ano, o astro da NBA All-Star aproveitou a divulgação internacional para explicar por que mais atletas deveriam preocupa-se com as injustiças sociais dos Estados Unidos. “Apesar de tudo o que vem acontecendo em nosso país, precisamos nos manter unidos”, ele disse. “Eu resolvi encarar o desafio. Nós representamos nosso país no maior palco no qual é possível subir. América, vamos voltar a ser grandes! Acredito nisso. Temos muito trabalho pela frente, mas é um passo de cada vez. Fico feliz por termos representado isso do modo como fizemos.”

7) Colin Kaepernick

colin kaepernick

Colin Kaepernick enfrentou tanto críticas quanto elogios quando se recusou a ficar em pé quando o Hino Nacional foi cantado antes de uma partida pré-temporada em 26 de agosto. A decisão polêmica do jogador de futebol americano do time San Francisco 49ers, tomada para protestar contra a brutalidade policial nos Estados Unidos, o levou a receber ameaças de morte e inspirou outros atletas a encenar seus próprios protestos quando o hino nacional foi cantado em várias partes do país.

8) T.I.

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2016 foi o ano do retorno de T.I. à música, quando ele presenteou seus fãs com um mixtape socialmente conscientizado “Us or Else”, em setembro. No projeto, o rapper de Atlanta falou de temas ligados à justiça social e brutalidade policial. Em entrevista que deu à rádio em julho com Ebro e Peter Rosenberg, da rádio Hot 97, T.I. disse que o mixtape “é basicamente minha visão das coisas que andam acontecendo, como chegamos a esse ponto, por que estamos aqui, falando com o opressor e tentando colocar algumas questões, uma plataforma para as pessoas se manifestarem para que possamos discutir estes problemas e superá-los”.

9) Harry Belafonte

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Harry Belafonte possui um histórico impressionante de trabalho humanitário. Em outubro a organização de justiça social do artista legendário, Sankofa.org , criou o festival “Many Rivers to Cross”. Com participações de T.I., John Legend, Common e Carlos Santana, o evento de música e arte, que durou dois dias, funcionou como plataforma para artistas, organizadores comunitários e ativistas colaborarem na promoção do direito de voto, combate ao encarceramento em massa e melhoria das relações com a polícia.

10) Ava DuVernay

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Em outubro Ava DuVernay lançou seu documentário “A 13ª Emenda”, sobre o falido sistema de justiça dos EUA. Inspirado na 13ª emenda à Constituição americana, o filme explora um dispositivo na lei que foi explorado e resultou no encarceramento em massa de pessoas de cor. Em entrevista que deu à revista Complex em outubro, a cineasta disse que espera que seu filme inspire transformações. “Se eu espero alguma coisa para ‘A 13ªa Emenda’, é que o filme traga conhecimentos que abram portas para a compaixão, possibilitando transformações.”

11) Nas

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Nas ficou tão inspirado com o polêmico protesto de Colin Kaepernick, que em novembro decidiu lançar uma linha de suéteres de Natal manifestando apoio à reforma carcerária. Em comunicado ao Huffington Post, o rapper veterano comentou: “Colin Kaepernick assumiu esta postura forte recentemente, e, como ele, amamos a América – mas não podemos ignorar as injustiças que testemunhamos, nem deixar de enxergar a importância de nossa luta contra elas.” A receita obtida com as vendas do suéter “Papai Noel Ajoelhado”, de Nas, será revertida para uma entidade sem fins lucrativos chamada Center for Court Innovation (Centro para a Inovação de Tribunais), cujo objetivo é “ajudar a promover um sistema de justiça mais eficaz e humano”, segundo o web site da organização.

FIM.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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