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Temer descarta renunciar a mandato presidencial

22/12/2016 12:52 -02 | Atualizado 22/12/2016 12:52 -02
ANDRESSA ANHOLETE via Getty Images
The president of Brazil Michel Temer participates in a ceremony to announce the release of resources for technical courses and integral education, in Brasilia, on December 20, 2016. Testimony expected to set off a series of political bombshells in Brazil was filed Monday in the massive Operation Carwash corruption investigation. The probe into an embezzlement and bribery scheme between politicians and executives at Petrobras state oil company and other big corporations has already upended Brazil's political establishment. Now, testimony in plea bargains by 77 executives at the giant Odebrecht construction company is set to implicate potentially scores more politicians -- and possibly threaten President Michel Temer. / AFP / Andressa Anholete (Photo credit should read ANDRESSA ANHOLETE/AFP/Getty Images)

A renúncia não é um pensando que tem passado pela cabeça do presidente Michel Temer. Mesmo com a possibilidade de a chapa dele, encabeçada pela ex-presidente Dilma Rousseff, for cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a estratégia do presidente é recorrer.

"Não tenho pensado nisso. (…) Havendo uma decisão do TSE, haverá recursos e mais recursos”, afirmou no café da manhã com jornalistas do Comitê do Palácio do Planalto.

Ele disse ainda que a baixa popularidade abala, mas não o impede de governar. "Lá na frente haverá reconhecimento", acredita. "Estou aproveitando essa suposta baixa popularidade para tomar medidas que caso contrário não tomaríamos”, emendou.

Chapa em xeque

A chapa Dilma-Temer está em xeque em uma ação movida pelo PSDB que apura irregularidades na prestação de contas. A suspeita é que a campanha presidencial de 2014 tenha sido abastecida com dinheiro de propina e caixa dois.

Executivos da Odebrecht ja afirmaram em delação à força-tarefa da Operação Lava Jato que a empreiteira contribuiu por fora para a campanha.

Segundo um dos delatores houve repasse ilegal de pelo menos R$ 30 milhões, o equivalente a 10% do valor declarado pela petista à Justiça Eleitoral.

O peemedebista já pediu ao TSE para dividir as responsabilidades e, automaticamente, desvinculá-lo das contas de Dilma Rousseff. Em setembro, entretanto, o tribunal informou à Polícia Federal, em um caso relacionado às contas de 2010, que os dois integrantes da chapa são responsáveis "solidários" pela prestação do que foi arrecadado e gasto.

A expectativa é que o julgamento da chapa ocorra no primeiro semestre do próximo ano. Se a chapa for cassada, haverá novas eleições.

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