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Michael Phelps, 28 medalhas olímpicas e aposentado. Maior atleta da história só quer ser um bom pai

20/12/2016 21:13 BRST | Atualizado 20/12/2016 21:13 BRST

Eis a capa da Sports Illustrated para encerrar este 2016:

phelps

Sim, ele: Michael Phelps. A fênix olímpica.

Com as seguidas vitórias na Rio 2016, Phelps atingiu impressionantes 28 medalhas olímpicas, sendo 23 de ouro. Ele lidera com folga o panteão olímpico, seguido - de longe - pela ginasta soviética Larisa Latynina, ganhadora de 18 medalhas, nove de ouro.

Bem, tudo se foi. Phelps está aposentado. Ele, por ora, reza que não volta às piscinas. O motivo? Ele quer ficar próximo ao filho, Boomer.

"Estou em paz com o fim das coisas. Eu prefiro ter um corpo saudável em 20 anos do que me matar mais agora", conta o maior atleta da história à SI.

Sem chances de voltar às piscinas em Tóquio, em 2020? "Se eu conseguir o desejo de voltar, ótimo." Seguido pelo repúdio: "Agora, eu simplesmente não vejo isso".

O que faria voltar para uma Olimpíada? O mesmo motivo que o tirou d'água: o filho.

Phelps que conta ter tido uma conversa com o atleta Chris Paul, do basquete, e que as cobranças dentro de casa são determinantes para os atletas:

"Espere até que seu filho tenha idade suficiente, ele [Chris Paul] disse. 'Papai, por que você não está lá [nos Jogos]?'. Chris disse que quando ele não foi ao Rio, o filho dele ficava perguntando todos os dias por que ele não estava nos Jogos".

A mulher de Phelps, Nicole, faz coro ao que Phelps ouviu do amigo atleta:

"De qualquer maneira, eu vejo que a única coisa que poderia trazê-lo de volta é: Nadar para Boomer".

Antes da Rio 2016, depressão e alcoolismo

A presença anterior do maior atleta da história na Sports Illustrated já havia sido histórica. Numa matéria longa, num mergulho nos próprios demônios, falou sobre depressão, alcoolismo e como nada - nem suas insuperáveis vitórias na piscina conseguiram tirá-lo de uma rotina autodestrutiva.

'Eu realmente estava em um lugar escuro. Não queria mais estar vivo", disse ele antes de vir ao Rio de Janeiro neste 2016 que vai se encerrando.

O tratamento contra o alcoolismo, já dizia o nadador, era capaz de trazer resultados nas piscinas.

Mas, acima de tudo, a rehab tinha aberto seus olhos para novas perspectivas:

"Descobri muitas coisas sobre mim que eu provavelmente sabia, mas eu não queria perceber. Uma deles foi que por um longo tempo, me via como o atleta que eu era, mas não como um ser humano. (Na reabilitação) pude estar com estranhos que sabem exatamente quem eu sou, mas não me respeitavam pelo que eu fiz, mas sim pelo o que sou enquanto ser humano".

É questão de tempo até podemos assistir uma cinebiografia de Phelps. E eu encontro num cinema por aí.

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