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Pesadelo dos políticos brasileiros, Delação do Fim do Mundo chega ao STF

19/12/2016 15:31 -02 | Atualizado 19/12/2016 15:31 -02
EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian President Michel Temer attends a ceremony to award the Colombian authorities involved in the rescue of the victims of the November 29 LAMIA plane crash in Colombia, at the Planalto Palace in Brasilia on December 16, 2016. The accident killed 71 people and only six survived - four Brazilians and two Bolivians. Among the victims were nearly the entire Chapecoense team from Brazil who were flying to Medellin to play in the finals of the Copa Sudamericana soccer tournament. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Chegou nesta segunda-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal o pacote com as 77 delações da Odebrecht. Os depoimentos ainda prometem tirar o sono de muitos políticos.

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte, informou nesta segunda-feira que o gabinete continuará funcionando normalmente no período de recesso para dar celeridade ao caso.

"Agora em janeiro eu vou me dedicar a isso. Mas meu gabinete funciona, não é monotemático”, disse aos jornalistas no fim da última sessão da corte neste ano. "Foi um ano muito difícil para o Brasil. Vamos esperar que as coisas melhorem", emendou.

Cabe a ele homologar as delações. Só após as homologações que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode pedir abertura de inquérito.

Citados

Até o momento, os executivos da empreiteira já deixaram claro que atuaram no financiamento de diversas campanhas, de PT a PSDB. De acordo com o que já foi divulgado até o momento, 51 políticos de 11 partidos teriam recebido propina da Odebrecht.

Só na delação do executivo Claudio Melo Filho, o presidente Michel Temer foi citado 43 vezes. Do núcleo duro do governo, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi citado 105 vezes, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, 45 vezes e Moreira Franco, da Secretaria de PPI, 35 vezes.

Segundo o Estado de S.Paulo, a chapa da presidente cassada Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer recebeu R$ 30 milhões em doação ilegal não declarada à Justiça Eleitoral. A informação pode ter impacto no processo de cassação da chapa que corre no Tribunal Superior Eleitoral.

Temer também aparece nos depoimentos do empresário Márcio Faria da Silva. O delator diz que o presidente participou de reunião que negociou doação para a campanha do PMDB em 2010 em troca de ajuda na liberação de projetos com a Petrobras.

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