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'Calunia e difamação deixa qualquer um indignado', diz Malafaia

17/12/2016 21:50 -02
Ueslei Marcelino / Reuters
Pastor Silas Malafaia, leader of the evangelical church in Brazil, speaks at the "March For Family" demonstration against gay marriage and abortion, in front of the National Congress in Brasilia June 5, 2013. REUTERS/Ueslei Marcelino (BRAZIL - Tags: POLITICS RELIGION CIVIL UNREST)

Alvo de condução coercitiva na Operação Timóteo, da Polícia Federal (PF) deflagrada na última sexta-feira (16), o pastor evangélico Silas Malafaia passou o sábado (17) se defendendo no Twitter.

Em uma das publicações, o pastor mostra o extrato bancário na tentativa de provar que não usou as contas da igreja para ocultar dinheiro de origem ilícita.

“Calunia difamação deixa qualquer um indignado”, disparou. “Como não devo nada, vou mostrar o extrato da minha conta e a saída para onde foram os cheques”, emendou.

Na gravação, ele mostra que um depósito de R$ 100 mil se transformou em uma doação de R$ 70 mil para uma associação religiosa e em R$ 30 mil para a Assembleia de Deus. Segundo ele, os R$ 100 mil foram doados por um membro da Igreja de um amigo, chamado Pastor Michael Abud.

“Se eu fosse laranja, não depositaria o dinheiro na minha conta, depositaria na da igreja e pegaria por fora. Está aí a prova de que paguei imposto de oferta que eu dei e estou sendo caluniado e difamado. (…) Querem me denegrir, mas não vão me calar”, diz.

A polícia investiga se o pastor cedeu contas bancárias da Assembleia de Deus para ocultar a origem do dinheiro ilícito. O caso está relacionado a um suposto esquema de corrupção que fraudava os valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios, com a Vale entre as empresas prejudicadas.

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