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Avaliação do governo Temer cai e 46% considera ruim ou péssimo

16/12/2016 10:38 -02 | Atualizado 16/12/2016 10:38 -02
Brazil Photo Press/CON via Getty Images
BRASILIA, BRAZIL - DECEMBER 15: Brazilian President Michel Temer attends a press conference of the Brazilian Economic Cabinet at Palacio do Planalto on December 15, 2016 in Brasilia, Brazil. (Photo by Ricardo Botelho/Brazil Photo Press/LatinContent/Getty Images)

A avaliação do governo de Michel Temer caiu desde setembro, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira (16).

Para 46% a gestão é ruim ou péssima, para 35% regular e 13% avaliam a gestão como boa ou ótima. Outros 6% não souberam opinar ou não responderam.

Entre os entrevistados, 64% desaprovam a maneira de governar do peemedebista, 26% aprovam e 10% não respondeu.

Sobre a confiança no presidente, 72% não confia, 23% confia e 5% não sabe ou não respondeu.

Na sondagem anterior, 55% desaprovavam a maneira de governar, 28% aprovavam e 17% não respondeu.

Avaliavam como ruim ou péssima a gestão 39%, como regular 34% e como boa ou ótima 14%. Outros 12% não souberam opinar ou não responderam.

Quanto à confiança no presidente, 68% não confiava, 26% confiava e 6% não sabe ou não respondeu.

Os dados foram coletados entre os dias 1 e 2 de dezembro, com 2.002 pessoas, em 141 municípios.A sondagem tem dois pontos percentuais de margem de erro para mais ou para menos e grau de confiança de 95%.

O governo de Dilma Rousseff, em março, teve 10% de ótimo ou bom como avaliação, enquanto 69% julgaram seu segundo mandato como ruim ou péssimo.

Em relação ao governo de Dilma Rousseff, 21% dos entrevistados consideram a gestão atual melhor, 42% igual e 34% pior. Não sabem ou não responderam 3%. Na avaliação anterior, 24% consideravam melhor, 38% igual e 31% pior. Não sabiam ou não responderam 8%.

Quanto às expectativas em relação aos próximos anos do governo, 18% respondeu bom ou ótimo, 32% regular e 43% ruim ou péssimo. Não sabem ou não responderam 7%. Na sondagem anterior, os percentuais eram de 24%, 30%, 38% e 8%, respectivamente.

Perda de apoio

Entre aqueles com renda familiar superior a cinco salários mínimos, o percentual que avalia o governo como ruim ou péssimo cresceu 16 pontos percentuais entre setembro e dezembro. Esse era o grupo que mais apoiava Temer.

A insatisfação também cresceu entre aqueles com educação superior. Nessa categoria, os que consideravam o governo ótimo ou bom caiu de 18% para 13% no mesmo período.

Quanto às notícias mais lembradas pela população, 7% respondeu a PEC que estabelece um teto de gastos públicos, 5% sobre manifestações contra a corrupção e protestos contra a PEC e 4% citou as manifestações em geral pelo Brasil, protestos contra o governo Temer, operação Lava Jato e corrupção no governo.

Já a demissão do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e de Marcelo Calero (Cultura) foi lembrada por 3% dos entrevistados. O envolvimento do presidente no episódio de tentativa de tráfico de influência para favorecer Geddel foi citado por 2% dos respondentes.

O mesmo percentual lembrou da votação do pacote contra a corrupção na Câmara dos Deputados, assim como a reforma da Previdência e a reforma do Ensino Médio.

Quanto ao combate ao desemprego, a aprovação do governo caiu de 27% para 20% e a reprovação subiu de 67% para 76%. Não responderam 4%.

Menos indecisos

Na avaliação de Renato Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, houve uma migração entre os que não tinham uma opinião sobre o governo. "Os indecisos que eram altos nas duas primeiras pesquisas começam a migrar para uma avaliação de ruim e péssimo", afirmou em coletiva de imprensa.

Ele destacou que únicos grupos que mostraram uma queda na avaliação de ótimo e bom foram aqueles com renda superior a cinco salários mínimos e com educação.

Fonseca destacou também que mais entrevistados citaram notícias de envolvimento de políticos com corrupção nesta sondagem, quando comparada às anteriores. Para 47% o noticiário sobre o governo é mais desfavorável. Já 13% considera mais favorável e 25% nem favoráveis nem desfavoráveis.

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