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'Você será meu duende nº 1': Garotinho morre nos braços do Papai Noel após último pedido

13/12/2016 17:05 -02 | Atualizado 13/12/2016 17:05 -02
Reprodução/twitter

Nem todas as histórias de Natal têm um final feliz...

Eric Schmitt-Matzen é o retrato daquilo que se imagina como o papai noel. Uma longa barba branca, uma barriguinha - "suficiente para que as crianças se sentem em cima" e até mesmo sua data de nascimento, 6 de dezembro, Dia de São Nicolau, não deixam dúvidas.

Há algumas semanas, Schmitt-Matzen recebeu o que seria uma das missões mais importantes - e tristes - de sua carreira. Segundo o jornal Knoxville News-Sentinel, que divulgou a história que ganhou destaque no mundo todo, foi um telefonema de uma enfermeira que alertou Schmitt-Matzen que um menino de cinco anos estava morrendo, e queria ver o Papai Noel.

"Eu disse a ela 'ok, só vou trocar de roupa'. Ela disse 'não há tempo para isso, seus suspensórios bastam'", narrou ele à publicação do Tennessee, nos Estados Unidos.

Ao chegar no hospital, os pais do pequeno o esperavam, com o presente de Natal do garotinho. Schmitt-Matzen, que é engenheiro mecânico, entrou sozinho no quarto. Ao Knoxville News-Sentinel ele narrou os momentos que seguiram.

"Quando eu entrei, ele estava deitado, tão fraco que eu achei que ele ia cair no sono. Eu sentei em sua cama e perguntei: 'Que história é essa que você vai perder o Natal? Não há como você perder o Natal, você é meu duende número 1!'

Ele então me olhou e perguntou: 'Eu sou?'

E eu respondi: 'É claro!'

Então eu entreguei o presente a ele. Ele estava tão fraco que mal podia abrir o embrulho. Quando ele viu o que era, ele abriu um sorriso e abaixou a cabeça.

'Eles dizem que eu vou morrer', ele me contou. 'Como eu conto a eles quando eu chegar lá?'"

Então, o Papai Noel pediu que o pequeno contasse, ao chegar lá, que era o duende número um. "Eu sei que eles vão deixar você entrar".

Depois da resposta reconfortante, o menino abraçou Schmitt-Matzen, e pediu um favor.

"Eu o abracei, e antes que pudesse dizer qualquer coisa ele morreu", contou o homem ao jornal. Diante da situação, ele imediatamente deixou o quarto, e passou dias em casa chorando e lembrando do pequeno.

Durante a entrevista, ele disse que pensou em desistir de interpretar o Papai Noel, mas mudou de ideia.

"Quando eu vejo todas aquelas crianças rindo, eu volto ao eixo. Isso me faz lembrar do papel que eu tenho que desempenhar, por eles e por mim".

NOTA: Poucos dias após publicar a história, o Knoxville News-Sentinel soltou uma nota - assinada pelo editor Jack McElroy e pelo colunista e autor da matéria que trazia o caso, Sam Venable, relatando que a publicação teve dificuldades em checar alguns detalhes da reportagem, revelada por uma fonte de Venable à publicação. Embora não desminta o relato de Schmitt-Matzen, o jornal afirma que não pode garantir a veracidade dos fatos.