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13/12/2016 12:54 -02

Renan Calheiros critica Lava Jato e diz que Ministério Público faz política

EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian Senate President Renan Calheiros speaks during a session of the Senate in Brasilia on December 8, 2016. Brazil's Supreme Court Wednesday overruled a bid to suspend the powerful Senate speaker from his position as he faces trial for alleged embezzlement, offering some relief to the scandal-hit government. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Um dia após ser denunciado no âmbito da Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) criticou as investigações e disse que o Ministério Público Federal (MPF) tem feito política e perdeu as condições de "ser o fiscal da lei".

"O Ministério Público infelizmente passou a fazer política. Quando faz política perde a condição de ser o fiscal da lei. O procurador-geral da República colocou na força-tarefa [da Lava Jato] três destacados juristas, rejeitados pelo Senado para o Conselho Nacional do Ministério Público e Conselho Nacional de Justiça. Isso já demonstra o que ele pretende fazer com o Senado", afirmou Renan a jornalistas na manhã desta terça-feira (13).

O peemedebista criticou medidas autorizada por Janot ou por subordinados do procurador-geral, como conduções coercitivas, buscas e apreensões, pedidos de prisão e operações da Polícia Federal contra a Polícia Legislativa.

Nesta segunda-feira (12), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o senador por recebimento de propina e lavagem de dinheiro. Embora Renan seja investigado em outros inquéritos na Lava Jato, essa é a primeira vez que ele é denunciado na operação.

De acordo com a PGR, Renan e o deputado Aníbal Gomes são acusados de receber R$ 800 mil em propina mediante doações oficiais da empreiteira Serveng, em troca de apoio político para manutenção de Paulo Roberto Costa como diretor de abastecimento da Petrobras.

Na última sexta (9), o senador citado na delação de Cláudio Melo Filho, executivo da Odebrecht. De acordo com o delator, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) falava em nome de Renan e repartia dinheiro cerca de R$ 22 milhões desviados.

“Você ter o nome citado porque alguém interpretou que alguém falaria em seu nome, isso é um absurdo. Isso só serve para alimentar um noticiário e para permitir um pré-julgamento das pessoas”, criticou Renan. Ele disse ainda que “está tranquilo” com relação às acusações.

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