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ONU diz ter relatos de que Exército sírio e milícia do Iraque matam civis em Aleppo

13/12/2016 12:20 -02 | Atualizado 13/12/2016 12:20 -02
STRINGER via Getty Images
Syrian residents, fleeing violence in the restive Bustan al-Qasr neighbourhood, arrive in Aleppo's Fardos neighbourhood on December 13, 2016, after regime troops retook the area from rebel fighters. Syrian rebels withdrew from six more neighbourhoods in their one-time bastion of east Aleppo in the face of advancing government troops, the Syrian Observatory for Human Rights said. / AFP / STRINGER (Photo credit should read STRINGER/AFP/Getty Images)

A Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta terça-feira ter relatos de que soldados do governo da Síria e milícias aliadas do Iraque estão matando civis no leste de Aleppo, incluindo 82 pessoas em quatro bairros nos últimos dias.

De acordo com o site local Aleppo24, pelo nove crianças foram queimadas vivas. A reportagem do site afirma também que oficiais russos - que apoiam o regime de Bashar Al Assad - foram testemunhas das execuções.

Conselheiro humanitário da ONU na Síria, Jan Egeland afirmou que ambos os governos devem ser responsabilizados pelos abusos.

O porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, expressou grande temor de uma represália contra milhares de civis que ainda estariam escondidos em um "canto infernal" de menos de um quilômetro quadrado de áreas nas mãos da oposição.

"No todo, até a noite de ontem (segunda-feira) recebemos relatos de forças pró-governo matando ao menos 82 civis, incluindo 11 mulheres e 13 crianças, em quatro bairros diferentes", disse Colville em um boletim à imprensa, acrescentando que pode haver "muitos mais".

"Os relatos que tivemos foram de pessoas sendo baleadas em plena rua ao tentar fugirem e baleadas em suas casas", acrescentou.

Jens Laerke, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, disse que a situação parece apontar para um "colapso completo da humanidade em Aleppo".

Citado pelo jornal britânico Guardian, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirmou que há corpos abandonados nas ruas, porque os moradores estão com medo até de sair de casa para recolher os mortos. A organização classificou ainda o que está acontecendo em Aleppo como um "massacre".

De acordo com o relato da correspondente da Al Jazeera, Zeina Khodr, civis que estão presos na área sob ataque enviam mensagens questionando: "Onde está a humanidade? Por que ninguém está nos ajudando"?

(Com informações da Reuters)

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