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3 bons motivos pelos quais 'Rogue One: Uma História Star Wars' é um dos melhores filmes da série

13/12/2016 21:22 -02 | Atualizado 13/12/2016 21:22 -02
Divulgação

Finalmente chegou a oportunidade de todo fã hardcore de Star Wars saber, em detalhes, como a Aliança Rebelde roubou os planos sobre a Estrela da Morte, a arma máxima do Império, e assim a destruir e fragilizar o Estado autoritário e sinistro com Darth Vader na liderança.

Estreia nesta quinta-feira (15) Rogue One: Uma História Star Wars, filme que serve como link entre os episódios três (A Vingança dos Sith, 2005) e quatro (Uma Nova Esperança, 1977).

Há bastante expectativa entorno do longa protagonizado por Felicity Jones e dirigido por Gareth Edwards: ele é o primeiro de uma série de antologias da franquia e o segundo desde que Star Wars retornou aos cinemas em dezembro de 2015, com o sétimo episódio, O Despertar da Força.

Para além das expectativas dos fãs apaixonados, o novo longa-metragem ambientado no universo criado por George Lucas faz bom trabalho como história de aventura de ficção científica; além de ser, é claro, um ótimo programa para qualquer fim de semana em família ou com amigos.

Nós listamos para você três motivos para não perder Rogue One – pois não se trata de apenas mais um grande acontecimento na série. Vai além disso: é um filme divertido e emocionante.

1. A personagem e a atriz.

felicity jones rogue one star wars

Após quase 40 anos de existência e sete filmes, Jyn Erso é a primeira personagem feminina de Star Wars a ter uma produção da série para protagonizar. A boa notícia é que valeu a espera. Jyn tem grande potencial para ser mais uma das várias personagens icônicas de Star Wars – mas sem ser, necessariamente, uma heroína.

Na verdade, ela é uma criminosa foragida; a garota já fez estripulias como forjar documentos do Império, portar propriedades roubadas e resistir à prisão. No entanto, mesmo não sendo lá uma das pessoas mais confiáveis da galáxia, ela é recrutada pela Aliança para descobrir mais a respeito da nova e poderosa arma do Império em via de ser testada, a Estrela da Morte, capaz de destruir planetas inteiros.

É aí que a coisa fica pessoal para Jyn: o pai dela, Galen (Mads Mikkelsen), é o cientista responsável pela construção da arma. Ele e a mãe da protagonista, Lyra (Valene Kane), são membros da Aliança, mas Jyn cresce afastada de ambos, criada tanto por Saw Gerrera (Forest Whitaker) quanto por ela mesma, à própria sorte.

Galen atua como agente infiltrado: ele consegue avisar a Aliança que sabe como destruir a Estrela da Morte. Sobra para Jyn a missão suicida e quase impossível de ir a fundo e saber mais sobre a Estrela da Morte – a arma que garante poder bélico descomunal ao Império, capaz de botar para correr qualquer facção rebelde, aventureiro ou zé mané que queira confrontá-lo. A intersecção entre o contexto político e os sentimentos mal resolvidos pela família faz a personagem ficar cara a cara com questões íntimas.

star wars rogue one

A protagonista conta com a ajuda de um grupo para realizar a missão: Cassian (Diego Luna), oficial da inteligência da Aliança; K-2SO (Alan Tudyk), droide cuja memória foi reprogramada para servir aos rebeldes. Ele garante os momentos mais engraçados e as falas mais afiadas do longa; Chirrut (Donnie Yen), guerreiro cego que acredita na Força; Bodhi (Riz Ahmed), ex-piloto do Império que carrega algo valioso consigo; e Baze (Jiang Wen), assassino de aluguel com cara de poucos amigos.

Além do background e das circunstâncias em que se encontra, outra das melhores coisas sobre Jyn é ser vivida por Felicity Jones. A inglesa de 33 anos é uma das atrizes mais interessantes de sua geração. Ela é do tipo que aposta em atuações comedidas; em Rogue One ela mostra tino para cenas cômicas, dramáticas e de ação sem se desequilibrar na corda-bamba.

Antes de aparecer neste que é um dos primeiros blockbusters de sua carreira, a atriz se dedicou principalmente a filmes independentes na Grã-Bretanha. Ela conseguiu mais destaque ao viver Jane Hawking em A Teoria de Tudo (2014), papel que lhe valeu indicação ao Oscar de melhor atriz. Rogue One é um dos filmes que serve para catapultar ainda mais Jones.

Não diferente de Jones, o elenco, de forma geral, além de ter a qualidade de ser diverso – rostos de todas as cores são mostrados na tela – apresenta boas atuações. Outro destaque é o de Alan Tudyk; como K-2SO, ele é a peça-chave de muitos dos melhores momentos de Rogue One.

O elenco conta também com Ben Mendelsohn, como o diretor Orson Krennic, e Genevieve O'Reilly, como a senadora Mon Mothma.

2. O diretor.

gareth edwards

Aos 41 anos, o inglês nasceu praticamente junto com o lançamento do primeiro episódio de Star Wars. Formado em cinema pela University for the Creative Arts, Edwards começou a carreira criando efeitos visuais para vários filmes. Ele conseguiu se destacar ao lançar a ficção científica de baixo orçamento Monstros (2010), escrita e dirigida pelo próprio cineasta. Sucesso de crítica e público, o filme garantiu a Edwards uma indicação ao Bafta e um troféu do British Independent Film Award, premiação expoente do cinema independente da Grã-Bretanha, na categoria de melhor direção.

Quatro anos depois, ele trabalhou em Godzilla (2014). A recepção deste filme não foi tão calorosa quanto a do anterior, mas garantiu a Edwards seu espaço em Hollywood.

Grande fã de Star Wars, ele avança mais em sua carreira; com olhar apurado para efeitos visuais e histórias comoventes, ele consegue fazer de Rogue One mais uma obra autoral para seu currículo – mas sem falhar ao ser, simultaneamente, uma máquina caça-níquel hollywoodiana.

3. Star Wars nunca esteve tão massa.

rogue one a star wars story

Após retornar com vigor em 2015 com o ótimo O Despertar da Força, a franquia promete mais longas no mínimo interessantes para o futuro. Eles não contam com a direção de J.J. Abrams ou de Gareth Edwards, mas terão seu próprio charme.

O oitavo episódio, a estrear em dezembro de 2017, será comandado por Rian Johnson, elogiado por episódios da série Breaking Bad e a ficção científica Looper (2012). Colin Trevorrow (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros) comandará o nono episódio, cuja estreia está marcada para 2019. Phil Lord e Christopher Miller (Uma Aventura Lego) são os responsáveis por um longa apenas para o carismático contrabandista Han Solo.

BÔNUS: O reencontro com Darth Vader.

darth vader rogue one

E ele está tão tenebroso quanto na trilogia original. Precisa dizer mais?

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