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Trump diz não precisar dos serviços de inteligência dos EUA: 'Sou esperto'

12/12/2016 10:39 -02 | Atualizado 12/12/2016 10:39 -02
The Washington Post via Getty Images
GRAND RAPIDS, MI - DECEMBER 9: President-Elect Donald J. Trump listens at a 'USA Thank You Tour 2016' event at the DeltaPlex in Grand Rapids, Mi. on Friday, Dec. 09, 2016. (Photo by Jabin Botsford/The Washington Post via Getty Images)

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump segue questionando a credibilidade do serviço de inteligência dos EUA, após a CIA concluir que a Rússia interferiu no processo eleitoral do último dia 8 de novembro.

Trump também afirmou que vai dispensar encontros diários com agentes de segurança, e que deve delegar essa tarefa para o vice-presidente ou outro membro de sua equipe. Segundo o milionário, a frequência dos relatórios é muito alta e o seu conteúdo repetitivo.

Diplomacia

Mesmo antes de assumir o posto - Trump se torna presidente dos EUA no dia 20 de janeiro, quando Barack Obama deixa a Casa Branca - Trump já vem colocando os EUA em algumas situações complicadas do ponto de vista diplomático.

Neste final de semana, por exemplo, ele disse que os EUA não precisam necessariamente manter a sua posição de que Taiwan faz parte de uma "China única", questionando quase quatro décadas de política.

"Entendo totalmente a política de 'China única', mas eu não sei o motivo de termos que estar sujeitos a uma política de 'China única' a não ser que façamos um acordo com a China tendo que fazer outras coisas, incluindo comércio", disse Trump à Fox.

O telefonema de Trump com a presidente Tsai Ing-wen foi o primeiro contato com Taiwan por um presidente eleito ou em exercício dos EUA desde que o presidente Jimmy Carter alterou o reconhecimento diplomático de Taiwan para a China em 1979, vendo Taiwan como parte da "China única".

Pequim considera Taiwan uma província renegada e o assunto é delicado na China.

A China expressou "séria preocupação" nesta segunda-feira após os comentários de Trump.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse que cooperação está "fora de questão" caso Washington não reconheça o interesse de Pequim sobre Taiwan, indicando que irá rejeitar quaisquer esforços de Trump para usar o assunto como peça de barganha em uma longa lista de problemas comerciais e de segurança que os dois países enfrentam.

"A China tomou nota do relato e expressa séria preocupação sobre isto. Quero destacar que a questão de Taiwan se refere à soberania e integridade territorial chinesa, e envolve os interesses principais da China", disse o porta-voz do ministério, Geng Shuang.

(Com informações da Reuters)

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