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Renan Calheiros é denunciado na Lava Jato por Procuradoria Geral da República

12/12/2016 13:29 -02 | Atualizado 12/12/2016 13:29 -02
Brazil Photo Press/CON via Getty Images
BRASILIA, BRAZIL - DECEMBER 07: Suspended president of the senate, Renan Calheiros participates of his own trial the senate on December 07, 2016 in Brasilia, Brazil. Brazil's Supreme Court ruled on December 5th to remove Calheiros as president of the senate on charges of embezzlement. (Photo by Ricardo Botelho/Brazil Photo Press/LatinContent/Getty Images)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta segunda-feira (12) o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) por recebimento de propina e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

De acordo com a PGR, Renan e o deputado Aníbal Gomes são acusados de receber R$ 800 mil em propina mediante doações oficiais da empreiteira Serveng, em troca de apoio político para manutenção de Paulo Roberto Costa como diretor de abastecimento da Petrobras.

Segundo as investigações, o diretor comercial da Serveng, Paulo Twiaschor, também denunciado, doou R$ 500 mil em 18 de agosto de 2010 e R$ 300 mil em 24 de setembro do mesmo ano para o Diretório Nacional do PMDB. Os valores foram repassados para Renan, de acordo com a denúncia.

No começo do ano, a empresa passou a participar de licitações mais vultuosas na estatal.

Em delação premiada, o doleiro Alberto Youssef, o lobista Fernando Falcão Soares e o ex-senador Delcídio do Amaral já haviam confirmado o apoio do PMDB à a manutenção de Paulo Roberto Costa.

Cabe ao Supremo Tribunal Federal aceitar a denúncia, que inclui registros de visitas na Petrobras e quebras de sigilo bancário dos envolvidos.

A denúncia pede a condenação de Renan Calheiros e Aníbal Gomes pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além da perda das funções públicas. Paulo Twiaschor é acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A PGR pede ainda reparação de danos materiais no valor mínimo de R$ 800 mil e de R$ 800 mil para os danos individuais.

Em nota, o presidente do Senado afirmou que "as contas eleitorais já foram aprovadas e está tranquilo para esclarecer esse e outros pontos da investigação". Ele disse ainda que "jamais autorizou ou consentiu que o deputado Aníbal Gomes ou qualquer outra pessoa falasse em seu nome em qualquer circunstância".

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