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Odebrecht delata R$ 2 milhões em caixa 2 em dinheiro vivo para Alckmin, aponta jornal

09/12/2016 09:41 -02 | Atualizado 09/12/2016 09:41 -02

geraldo alckmin

A Odebrecht, que agora já firmou seu acordo de delação premiada, começa a fazer seus apontamentos à Polícia Federal (PF). Citado anteriormente como um dos destinatários de recebimentos ilegais, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), agora é alvo de outra acusação: o recebimento de R$ 2 milhões em dinheiro vivo por meio de caixa 2 para as campanhas de 2010 e 2014.

De acordo com informações publicadas pela Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (9), os valores foram repassados para o empresário Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama, Lu Alckmin. Segundo a repórter Bela Megale, em 2014, quando foi reeleito, o operador dos recursos ilegais para a campanha de Alckmin foi Marcos Monteiro, atual secretário de Planejamento paulista.

Segundo informações da revista Veja, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aparecia nas listas de propina da Odebrecht como "Santo". O apelido aparece nas planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) e contam com menções em 2002 e 2004. Os repasses nesse período são para que fossem liberados interesses locais da empreiteira.

Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez

Em negociação com investigadores da Operação Lava Jato, a empreiteira Camargo Corrêa vai relatar pagamento de propina ao PSDB de São Paulo nos governos José Serra e Geraldo Alckmin.

De acordo com a publicação, a revelação faz parte de aditamentos nas delações de executivos da Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez, em razão das novas revelações das colaborações da Odebrecht, da OAS e de Sérgio Machado.

Um dos acionistas da Camargo Corrêa, Luiz Nascimento, deve confirmar ainda que pagou pessoalmente R$ 350 mil a Machado, ex-presidente da Transpetro, por contratos do Estaleiro Atlântico Sul.

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