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Obama diz que cor da pele influenciou avaliação de seu governo. E que sofreu racismo 'nas margens da oposição'

09/12/2016 14:38 -02 | Atualizado 09/12/2016 14:38 -02
Kevin Lamarque / Reuters
U.S. President Barack Obama speaks about counter-terrorism during his visit to MacDill Air Force Base, home to U.S. Central Command and U.S. Special Operations Command, in Tampa, Florida, U.S. December 6, 2016. REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos EUA, Barack Obama, falou abertamente sobre o racismo que enfrentou durante os oito anos em que foi presidente dos EUA.

Enquanto se prepara para deixar a Casa Branca no dia 20 de janeiro - quando passa o cargo para o republicano Donald Trump - o mandatário conversou com Fareed Zakaria, repórter da CNN.

"Há pessoas para quem a principal preocupação sobre mim é o fato de eu parecer estrangeiro - o outro?", perguntou Obama, retoricamente. "Absolutamente", completou.

Ao longo da entrevista, ele ressaltou que sofreu racismo "nas margens da oposição", e pontuou ainda a diferença de atitudes sobre sua presidência entre o norte e o sul dos EUA, historicamente mais conservador.

A questão racial vem sendo constantemente abordada ao longo dos dois mandatos de Obama, o primeiro negro que chegou à presidência dos EUA. Além de enfrentar uma onda de violência policial contra a população negra, Obama foi constantemente questionado em relação à sua cidadania - o movimento, inclusive, tem em Trump um de seus principais expoentes.

David Axelrod, que já foi assessor do presidente, também comentou a questão racial que permeia a administração Obama. "É indiscutível que havia uma ferocidade da oposição e uma falta de respeito com ele que são decorrentes da sua raça", afirmou.

A entrevista com Obama foi parte de um programa especial da CNN, denominado "O legado de Barack Obama". Entre outros assuntos, também foi abordada a possibilidade de que a administração liderada por Trump desmantele o legado deixado pelo democrata.

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