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Campo de golfe da Rio 2016 faz Justiça bloquear bens de Eduardo Paes

09/12/2016 15:43 -02 | Atualizado 09/12/2016 15:43 -02

paes golfe

A Justiça decretou o bloqueio dos bens do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), nesta sexta-feira (9). Paes é acusado de improbidade administrativa na construção do Campo de Golfe Olímpico da Barra da Tijuca, construído especialmente para a Rio 2016.

Segundo ação do Ministério Público, Paes dispensou a construtora Fiori Empreendimentos Imobiliários do pagamento de R$ 1,8 milhão da licença ambiental em 2013. A prefeitura assumiu a dívida da empresa, que, com atualização de valores, chega a R$ 2,3 milhões.

Por conta disso, a Justiça afirma que Paes e a construtora Fio Empreendimentos terão ativos leiloados para pagar a dívida.

Sem legado

Na inauguração do campo, Paes falou sobre a falta de ligação do esporte com o brasileiro, assumindo a dificuldade em criar um legado: “No Brasil, não acredito que há muito legado para um campo de golfe, sempre disse isso. O Brasil não é famoso em fazer campos de golfe e esse não é um esporte popular. Mas há coisas que você tem que fazer quando você organiza as Olimpíadas”, disse à imprensa internacional.

Com 970 mil metros quadrados, 18 buracos, dois lagos artificiais e capacidade para 15 mil espectadores, o campo foi erguido em uma área de Preservação Ambiental (APA), na Barra da Tijuca, sob protestos de ambientalistas e denúncias de favorecimento a empresários. Duas investigações foram abertas pelo Ministério Público Estadual (MP-RJ).

O prefeito afirmou que irá recorrer da decisão da decisão judicial. Ele negou negou irregularidades na construção do Campo de Golpe

De acordo com Paes o Documento de Arrecadação de Receitas Municipais (Darm), em nome da Fiori, foi emitido diversas vezes, mas a empresa não efetuou o pagamento.