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Depois de recusar ser notificado, Renan diz que decisão judicial ‘é para se cumprir'

08/12/2016 15:50 -02 | Atualizado 08/12/2016 15:50 -02
Adriano Machado / Reuters
Brazil's Senate President Renan Calheiros gestures during a Session at the National congress in Brasilia, Brazil December 8, 2016. REUTERS/Adriano Machado TPX IMAGES OF THE DAY

"Decisão do STF fala por si só. Não dá pra comentar judicial. Decisão judicial do Supremo Tribunal Federal é para se cumprir.”

Esta declaração foi feita nesta quinta-feira (8) pelo presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), dois dias depois de ter se recusado a assinar a notificação do STF que o afastava do comando da Casa.

Na noite de quarta-feira (7), após o STF decidir mantê-lo no comando do Senado, Renan já havia minimizado o aprofundamento da crise gerado por ter desafiado o Judiciário.

"Ultrapassamos, todos nós, Legislativo, Executivo e Judiciário, outra etapa da democracia com equilíbrio, responsabilidade e determinação para conquista de melhores dias para sociedade brasileira”, disse, em nota.

Entenda a polêmica

Na quarta, a maioria do pleno do STF decidiu que um réu pode presidir um poder, mas perde a prerrogativa de participar da linha sucessória da presidência da República.

A decisão foi tomada após o ministro Marco Aurélio Mello conceder à Rede Sustentabilidade liminar que afastava Renan do comando da Casa.

O documento se sustentava em um julgamento interrompido da corte, no qual a maioria já havia se posicionado contra um réu integrar a linha sucessória da presidência da República.

Renan não recebeu o oficial de Justiça que o procurou para notificá-lo do afastamento na segunda e na terça-feira. O ministro Marco Aurélio reagiu: "Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República”.

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