ENTRETENIMENTO

André Sturm sobre Virada Cultural 2017: 'Não haverá grandes palcos no centro da cidade'

08/12/2016 16:47 -02
Reprodução/InquietaçõesSP/YouTube

O futuro secretário de Cultura de São Paulo da gestão de João Doria, André Sturm, realizou uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (8) para explicar as mudanças que devem ocorrer na próxima edição da Virada Cultural.

A decisão de falar sobre detalhes veio após repercussão da notícia de que a Virada seria transferida para o Autódromo de Interlagos – anúncio feito nesta semana pelo prefeito eleito João Dória em uma reunião na Fecomercio-SP.

Contrariando a declaração de Doria, Sturm afirmou que o evento continuará sendo realizado no centro. No entanto, a ideia da nova gestão é descentralizá-lo.

“A Virada no centro continuará existindo, porém com outras atividades em aparelhos de cultura que devem ser melhor aproveitados, como o Teatro Municipal e Biblioteca Mário de Andrade. A Virada é mais que palcos com shows ininterruptos”, disse.

Sturm fez questão de dizer que todas as mudanças ainda são ideias. Mas já existe uma certeza referente à Virada de 2017: “Não haverá grandes palcos no centro da cidade”.

Ele justificou a mudança dizendo que essas atrações geram grandes aglomerações e desvirtuam o sentido original do evento, que é a convivência segura e confortável entre paulistanos e turistas pelas ruas do centro. "A pessoa desce do ônibus, assiste ao show e vai embora", afirmou. "Não é isto que a gente quer”.

Interlagos

Foi pensando em “segurança do ponto de vista do conforto” que Interlagos passou a ser cogitado para receber os maiores palcos da Virada, como os montados na Júlio Prestes e no Largo do Arouche.

“Não fui nessa última Virada pois estava viajando. Mas conversei com meus amigos e eles disseram que desistiram de ir por causas das grandes aglomerações", afirmou.

Segundo ele, o Parque do Ibirapuera foi a primeira opção pensada pela equipe da nova gestão, mas questões ambientais que definem o espaço inviabilizaram a ideia. O Autódromo de Interlagos, situado na zona sul, foi então sugerido por João Doria.

Questionado sobre o tamanho do local, que talvez não comporte as cerca de 3,5 milhões de pessoas que já chegaram a circular no evento, Sturm disse que desconhece a capacidade total do espaço e que fará um estudo sobre esses números. "Se não couber ao menos 500 mil pessoas, se torna inviável", disse.

Caso a capacidade não seja atendida, Sturm afirma que a equipe da nova gestão pensará em um novo local – ainda indefinido.

Sobre possíveis dificuldades de deslocamento dos paulistanos até Interlagos, Sturm garante que a Secretaria de Transporte trabalhará durante o evento.

Projeto de lei

Questionado sobre o projeto de lei do vereador Andrea Matarazzo - aprovada em primeiro turno na Câmara e que define a Virada Cultural como política da cidade -, Sturm respondeu que as mudanças planejadas não se chocam com o projeto.

"Tudo que está na lei a gente pretende fazer. Continuaremos no centro, expandiremos para ainda mais bairros e, sim, vai acontecer em um final de semana no primeiro semestre", disse.

O projeto de lei segue para uma segunda votação antes de passar para o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

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