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'O que passou não volta mais', diz Renan sobre decisão que o manteve no comando do Senado

07/12/2016 19:55 -02
Ueslei Marcelino / Reuters
Senate President Renan Calheiros holds the Constitution of Brazil as he attends the final session of voting on suspended Brazilian President Dilma Rousseff's impeachment trial in Brasilia, Brazil, August 31, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o manteve presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) deu um tom de superação a crise institucional: “O que passou não volta mais”, disse em nota.

"Ultrapassamos, todos nós, Legislativo, Executivo e Judiciário, outra etapa da democracia com equilíbrio, responsabilidade e determinação para conquista de melhores dias para sociedade brasileira”, concluiu.

O peemedebista disse ainda que o Senado recebeu com humildade e aplaudiu a decisão da corte. "A confiança na Justiça Brasileira e na separação dos poderes continua inabalada.”

Na tarde desta quarta-feira (7), a maioria do pleno do STF decidiu que um réu pode presidir um poder, mas perde a prerrogativa de participar da linha sucessória da presidência da República.

A decisão foi tomada após o ministro Marco Aurélio Mello conceder à Rede Sustentabilidade liminar que afastava Renan do comando da Casa. O documento se sustentava em um julgamento interrompido da corte, no qual a maioria já havia se posicionado contra um réu integrar a linha sucessória da presidência da República.

A alteração na interpretação dos ministros também foi bem vista pelo 1º vice-presidente do Senado, o petista Jorge Viana (AC). Segundo ele, a decisão do STF ajuda a não criar uma ruptura entre os poderes. “Acho que o melhor para o Brasil é que a gente não tenha o risco de mais uma crise neste fim de ano”, afirmou.

Segundo ele, o País está pagando caro pela “cicatriz do impeachment” e teria outra cicatriz com o afastamento de Renan. O petista, que assumiria a presidência, estava sendo pressionado pelo PT para tirar a PEC do teto da pauta da Casa. A maioria dos senadores da base do governo do presidente Michel Temer quer votar o segundo turno da proposta ainda este ano.

Líder da Rede na Câmara, Alessandro Molon (RJ) se surpreendeu com a decisão e considerou que o STF errou. “Acho que o Supremo cometeu um erro. Não é uma crise entre os poderes. O que há é uma situação anomalia entre os poderes e não foi corrigida na minha opinião”, disse.

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