MULHERES

Nos EUA, republicanos querem proibir aborto após 1 mês e meio de gravidez

07/12/2016 17:03 -02
Kacper Pempel / Reuters
Woman holds a placard as she demonstrates against plans of tightening the abortion law in Warsaw, Poland April 9, 2016. REUTERS/Kacper Pempel

O Senado e a Câmara do estado americano de Ohio - de maioria republicana - aprovaram na noite de terça-feira (6) uma lei que pode proibir os abortos tão logo os batimentos cardíacos do feto possam ser ouvidos, por volta das seis semanas de gestação.

A medida que, segundo o Huffington Post, a medida foi incluída em uma emenda sobre abuso sexual, e não abre exceções nem mesmo em caso de estupro ou incesto.

Se se tornar, se fato, uma lei, médicos que fizerem o procedimento sem checar se o coração do feto pode ser escutado, podem pegar até um ano de prisão. A medida é a mais restritiva em relação ao aborto em todo o país e, segundo advogados favoráveis ao aborto, pode fazer com que a maioria das mulheres perca o direito ao procedimento sem nem mesmo saber que estão grávidas.

Legisladores de Ohio vem tentando aprovar a "lei do batimento cardíaco" desde 2011, mas alguns ativistas "pró-vida" temiam que o dispositivo fosse tão extremo e até mesmo inconstitucional, que fosse barrado por cortes superiores.

No âmbito federal, o aborto é regulado pelo caso Roe v. Wade, de 1973, que determina que os estados não podem proibir o aborto antes que o feto seja "viável", normalmente até a 22ª ou 24ª semana de gestação.

Ainda de acordo com a versão americana do Huff, os republicanos se sentem apoiados para aprovar a lei neste momento, pois o presidente eleito Donald Trump prometeu nomear juízes conservadores para a Suprema Corte.

A medida agora segue para aprovação do governador republicano John Kasich, que ainda não comentou se vai ou não aprovar a lei.

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