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Jorge Viana, o novo presidente do Senado, já defendeu que Lula 'enfrentasse' Moro

06/12/2016 12:48 -02 | Atualizado 06/12/2016 12:48 -02

jorge viana pt

Alçado à presidência do Senado após a decisão do ministro do STF Marco Aurélio Mello de afastar Renan Calheiros do posto, tomada nesta segunda-feira, o senador Jorge Viana (PT-AC) já defendeu um “enfrentamento” contra o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba. Nos grampos telefônicos sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pessoas próximas dele no contexto da Operação Aletheia, em que Lula foi conduzido coercitivamente a depor, Viana sugeriu ao advogado do petista, Roberto Teixeira, sobre subir o tom contra Moro e a força-tarefa da Lava Jato.

A certa altura da conversa, Viana disse a Teixeira que aquele momento se apresentava como uma boa oportunidade para o ex-presidente Lula “pôr fim a essa perseguição, essa caçada” e sugeriu a convocação de uma entrevista coletiva na qual Lula denunciaria que os investigadores estavam agindo fora da lei. “Quem age fora da lei é bandido”, completou.

Segundo a teoria do senador, que é irmão do governador do Acre, Tião Viana (PT), Moro “se desmoralizaria” diante da opinião pública caso não prendesse Lula depois de ser desafiado publicamente; caso determinasse a prisão do petista, faria dele um “preso político” e então o PT faria “esse país virar de cabeça para baixo”.

Teixeira, que pouco falou diante de um exasperado Jorge Viana, ainda ouviu o senador petista sugerir uma greve de fome do ex-presidente e falar em “insubordinação judicial”. E sugeriu a Lula o seguinte discurso: “Não aceito mais ser investigado por esse bando que está agindo fora da lei e querendo alcançar minha família, minha mulher, meus filhos e meus netos. Não aceito mais. Me prendam”. E terminou afirmando que “se prenderem ele, vão torná-lo um preso político”.

A conclusão do atual presidente do Senado após sete minutos de diálogo com Roberto Teixeira foi a de que “o presidente Lula precisa transformar esse confronto numa ação política”.

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