NOTÍCIAS

‘Uma vitória da República', diz Molon sobre o afastamento de Renan

05/12/2016 22:06 -02 | Atualizado 05/12/2016 22:06 -02
ASSOCIATED PRESS
President of the Senate, Senator Renan Calheiros, smiles during the opening session for the election commission to analyze the impeachment process of Brazil's President Dilma Rousseff, at the Federal Senate, in Brasilia, Brazil, Monday, April 25, 2016. Brazil's Senate was determining the 21 members of a commission that will recommend whether or not to move forward with impeachment proceedings against embattled President Dilma Rousseff. (AP Photo/Eraldo Peres)

A decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, de afastar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado Federal foi comemorada pelo líder da Rede, partido autor da ação, o deputado Alessandro Molon (RJ).

Uma vitória da República, da Constituição, da democracia brasileira."

Segundo ele, seria "muito estranho" se a regra “emitida pelo Supremo recentemente com a maioria dos votos a favor que ela não se aplicasse a quem quer que fosse”.

“É um princípio que está na Constituição Federal e que queremos que seja aplicado para qualquer um nesse cargo, por isso entramos com a medida cautelar.”

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) viu na decisão o fortalecimento do Judiciário. “Grave desagregação no Brasil. Renan caiu pelos motivos de Cunha. Mas o tamanho político dele é maior. Judiciário forte e demais poderes fracos”, pontuou.

No Senado, o clima é de incerteza. Em nota, o senador Jorge Viana (PT-AC), que assume a presidência da Casa, diz que foi surpreendido e que "as medidas adequadas que devem ser adotadas” serão discutidas amanhã em reunião da Mesa Diretora.

Apesar do clima, o senador Paulo Bauer (PSDB-SC) diz a saída de Renan não “muda nada”. "Estamos aqui para trabalhar e tomar decisão para o País."

A decisão de Marco Aurélio Mello atende a um pedido da Rede Sustentabilidade. Na ação, o partido alegou que a maioria dos ministros da suprema corte já decidiu que réu não pode ocupar cargo na linha sucessória da Presidência da República. A decisão do Supremo, no entanto, não foi referendada por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.

Renan se tornou réu na última quinta-feira (1º) sob a acusação de desvio de dinheiro público. A ação surgiu do escândalo, revelado em 2007, de que a construtora Mendes Júnior pagava a pensão da filha do peemedebista com a jornalista Mônica Veloso.

LEIA TAMBÉM:

- Com Renan afastado da presidência do Senado, PT volta à linha sucessória do poder

- Réu em processo, Renan Calheiros é afastado da presidência do Senado

- Rede pede ao Supremo que não deixe um réu presidir o Senado Federal