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Lava Jato busca provas de que ministro do TCU e deputado do PT cobraram para abafar CPMI da Petrobras

05/12/2016 14:25 -02 | Atualizado 05/12/2016 14:25 -02
Montagem/Câmara/AP

O ex-presidente da Câmara dos Deputado Marco Maia (PT-RS) e o ex-senador e ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) vital do Rêgo, que comandaram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras, instalada em 2014, tiveram seus endereços pessoais, empresariais e funcionais vasculhados pela Polícia Federal.

Os mandados judiciais fazem da Operação Deflexão, um braço da Lava Jato, foram expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki.

Nota da Polícia Federal afirma que o inquérito "apura se parlamentares teriam solicitado a empresários contribuição financeira para que não fossem convocados a prestar depoimento na CPMI. Os executivos afirmam ter repassado valores superiores a R$ 5 milhões para evitar retaliações e contribuir para campanhas eleitorais”.

Vital do Rêgo foi presidente da CPMI e o deputado Marco Maia, que presidiu da Câmara entre 2011 e 2012, o relator. Os dois foram citados na delação do ex-senador Delcídio do Amaral.

O executivo da OAS Léo Pinheiro também afirmou que pagou cerca de R$ 3,8 milhões para se proteger da CPMI. Além dos dois, ele menciona ter pago ainda ao ex-senador Gim Argello, que era vice-presidente do colegiado e está preso desde outubro.

Deflexão

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