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João Doria vai transferir Virada Cultural para Interlagos e quer promover 'limpeza' na cidade

05/12/2016 20:14 -02 | Atualizado 05/12/2016 20:14 -02
Agência Brasil/Fotos Públicas

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (5), em uma reunião na Fecomercio-SP, que a Virada Cultural será deslocada para um único local, o Autódromo de Interlagos, que será privatizado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Atualmente, a Virada ocorre em diversos pontos da região central da cidade simultaneamente, com a intenção de movimentar e ocupar o centro, muitas vezes negligenciado e pouco frequentado por grande parcela da população.

Em contrapartida, Doria afirmou que a programação será mantida, em um formato com shows durante 24 horas, mas sem os "pontos ruins", citando a acumulação de pessoas próxima a áreas de residência.

"Vai ser em Interlagos com segurança, não incomodando a população", disse, durante discurso em plenária da Fecomercio-SP. "O formato vai ser mantido durante os quatro anos de gestão", prometeu.

Para justificar a decisão, Doria citou o Festival Lollapalooza como exemplo de evento musical concentrado em um único local, realizado no Autódromo de Interlagos há dois anos. Nos bairros, Doria afirmou que vão ocorrer "pequenas Viradas", com programação reduzida, de 12 horas de shows.

O prefeito ainda disse que vai promover a virada com segurança, transporte e conforto e disponibilizar linhas de ônibus do Centro para a região dos shows.

A Virada Cultural é promovida desde 2005 na região central de São Paulo, no mês de maio, com algumas atividades também acontecendo em bairros mais afastados.

"Cidade lixo"

O prefeito eleito ainda reforçou que no dia 2 de janeiro vai realizar um mutirão de limpeza, batizado de "Cidade Linda", a partir da Praça 14 Bis, na Bela Vista, até a Marginal Pinheiros. Ele pretende envolver 2,1 mil pessoas ligadas a 26 áreas de atuação.

Segundo o G1, o prefeito afirmou:

"A cidade é um lixo vivo. Qualquer parte da cidade, qualquer área onde vocês olham, a cidade é um lixo. É um lixo vivo. Parece um filme escabroso. É inacreditável, são 16 mil pessoas nas ruas. Eram seis mil no início dessa gestão. Eram 400 consumidores de crack na Cracolândia, agora são 3 mil. Tinha uma Cracolândia, agora tem seis na cidade. E expandindo, a cada semana vai surgindo uma barraquinha, e por aí vai."

O tucano ainda criminalizou os pancadões realizados nas ruas da periferia como fonte de uso de drogas e prostituição e destacou o programa "Ruas Musicais", pertencente à sua gestão, para "oferecer alternativas de lazer aos jovens" da cidade. "Os pancadões são um cancro administrados pelo PCC. Estou afirmando isso, é um fato real".

A declaração do prefeito eleito gerou polêmica nas redes sociais:









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