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'Gracias, Colombia': Chapecó retribui na arena Condá a solidariedade dos nossos vizinhos

03/12/2016 16:08 -02 | Atualizado 03/12/2016 16:08 -02
NELSON ALMEIDA via Getty Images
People attend under the rain the funeral of the members of the Chapecoense Real football club team killed in a plane crash in Colombia, at the stadium in Chapeco, Santa Catarina, southern Brazil, on December 3, 2016. The banner reads 'Thanks for Everything, Colombia'. The bodies of 50 players, coaches and staff from a Brazilian football team tragically wiped out in a plane crash in Colombia arrived home Saturday for a massive funeral. / AFP / Nelson Almeida (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Familiares e amigos, torcedores chapecoenses e de todo o país prestaram neste domingo (3) suas últimas homenagens às 71 vítimas do acidente com o avião que levava o time para disputar a final do campeonato Sul-Americano em Medellín, na última segunda-feira (28).

Mas o dia de hoje foi também uma oportunidade de os brasileiros retribuírem a solidariedade dos vizinhos colombianos, em especial o clube Atletico Nacional de Medellín, contra o qual a Chapecoense disputaria a partida na última quarta-feira (30).

Na data marcada para o jogo, o Atlético Nacional preparou uma comovente homenagem aos mortos na tragédia, e os colombianos lotaram o estádio Atanasio Girardot, em Medellín. Nas arquibancadas forradas com 45 mil torcedores, surgiram faixas e bandeiras de apoio: "O futebol não tem fronteiras", dizia uma. Na outra, ainda mais emblemática, o anúncio que parece ser dos mais reais: "Uma nova família nasce".

Hoje, na arena Condá, era possível ver faixas de agradecendo aos "hermanos" colombianos e torcedores levaram bandeiras do país com tarjas pretas.

Já o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, discursou vestindo a camisa do Atlético Nacional. “Não é à toa que visto essa camisa", afirmou. "O clube fez uma belíssima homenagem a todos nós. O mais brilhante de todos foi a frase que ele cunharam em sua página na internet: ‘A Chapecoense veio para Medellín com um sonho e voltou como uma lenda’", disse Buligon depois de viajar de Medellín até Chapecó, onde chegou na manhã deste sábado (3), trazendo os corpos de 50 vítimas da tragédia.

luciano buligon

Tragédia interrompe sonho da Chape

A cidade de Chapecó, em Santa Catarina, e o futebol acordaram de luto na última terça-feira. O acidente com o avião que levava a Chapecoense para a Medellín, na Colômbia, deixou 71 mortos entre as 77 pessoas que estavam a bordo.

Além dos jogadores, o avião levava a comissão técnica e funcionários da equipe da Chapecoense e jornalistas que iriam cobrir o jogo a Copa Sul-Americana na quarta-feira, em Medellín, a primeira internacional da equipe do interior catarinense.

O avião caiu a poucos quilômetros do aeroporto de Medellín onde deveria ter pousado. Antes do acidente, o piloto fez contato com a torre de controle, informando "falha total" e "falta de combustível".

Autoridades colombianas confirmaram que o avião voava com menos combustível que o exigido por lei, e que o acidente foi causado por uma pane seca.

O avião, que havia decolado de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, tinha como destino final o município colombiano de Medellín, onde a Chapecoense disputaria as finais da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, na última quarta-feira.

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