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Follmann dá sinais de força e coragem durante recuperação após tragédia: 'Prefiro a vida à perna'

03/12/2016 19:45 -02 | Atualizado 03/12/2016 19:45 -02
ASSOCIATED PRESS
In this Nov. 23, 2016 photo, Brazil's Chapecoense goalkeeper Follmann, warms up prior to a Copa Sudamericana semifinal soccer match against Argentina's San Lorenzo in Chapeco, Brazil. Follmann is reported to be among those who survived when the charter plane he was on crashed into a Colombian hillside and broke into pieces, officials said Tuesday, Nov. 29. The aircraft was carrying the Brazilian soccer team and a group of sports journalists to a two-game Copa Sudamericana final. (AP Photo/Andre Penner)

O goleiro Jackson Follmann, um dos seis sobreviventes da queda do avião que levava o time da Chapecoense, já dá sinais de força e coragem neste momento difícil. Follman teve parte de sua perna direita amputada e, segundo os médicos que o atendem em Medellín, na Colômbia, ele reagiu à notícia.

"Prefiro a vida à perna. Vamos tirar isso de letra", teria dito o jogador, segundo os médicos que concederam entrevista coletiva neste sábado (3) sobre o estado de saúde de Follman e das outras vítimas da tragédia que estão em recuperação.

O lateral Alan Ruschel respira sem a ajuda de aparelhos desde esta madrugada, e já consegue comer e falar. O pai do jogador, Flavio Ruschel, contou que ele não se lembra do acidente, apenas de ter ido jogar na Colômbia. “Lhe disse que haviam feito um pouso forçado, que Follman e Neto estão aqui no hospital também e que estão bem. Mostrei um vídeo que minha família mandou pra ele e ficou feliz”, disse o pai segundo relato postado na conta do Instagram da irmã do jogador.

Palavras do meu pai: "Estou muito feliz com a recuperação do meu filho. Está desinchando, está respirando sem ajuda de aparelhos, retiraram essa madrugada, já está comendo sem ajuda de sonda e depois de muitos dias de angústia, consegui ouvir a voz dele novamente. Me perguntou quando iria voltar pra casa, o que tinha acontecido, se mais alguém havia se machucado. Perguntei se lembrava de algo e disse que não. Sabe que veio jogar na Colômbia. Lhe disse que haviam feito um pouso forçado, que Follman e Neto estão aqui no hospital também é que estão bem. Mostrei um vídeo que minha família mandou pra ele e ficou feliz. Só tenho a agradecer a Deus por tudo que tem nos proporcionado. Mais uma vez agradeço pelas orações e pela torcida de vocês, que nesse momento nos dá muita força. Grande abraço a todos." #forçafamíliachape #forçachape

A photo posted by Alissen Ruschel (@axi_ruschel) on

O zagueiro Neto e o jornalista Rafael Henzel são os que inspiram mais cuidados, segundo os médicos. Ambos ainda respiram por meio de ventilação mecânica. Nenhuma das vítimas corre risco de morte.

Tragédia interrompe sonho da Chape

A cidade de Chapecó, em Santa Catarina, e o futebol acordaram de luto na última terça-feira. O acidente com o avião que levava a Chapecoense para a Medellín, na Colômbia, deixou 71 mortos entre as 77 pessoas que estavam a bordo.

Além dos jogadores, o avião levava a comissão técnica e funcionários da equipe da Chapecoense e jornalistas que iriam cobrir o jogo a Copa Sul-Americana na quarta-feira, em Medellín, a primeira internacional da equipe do interior catarinense.

O avião caiu a poucos quilômetros do aeroporto de Medellín onde deveria ter pousado. Antes do acidente, o piloto fez contato com a torre de controle, informando "falha total" e "falta de combustível".

Autoridades colombianas confirmaram que o avião voava com menos combustível que o exigido por lei, e que o acidente foi causado por uma pane seca.

O avião, que havia decolado de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, tinha como destino final o município colombiano de Medellín, onde a Chapecoense disputaria as finais da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, na última quarta-feira.

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