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'É uma falta de respeito': Pai de zagueiro da Chapecoense diz que não vai receber Temer no aeroporto

02/12/2016 15:29 -02 | Atualizado 02/12/2016 15:29 -02
EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian President Michel Temer arrives to offer a press conference at Planalto Palace in Brasilia, on November 27, 2016. In order to cool down the political crisis generated by the resignation of Temer's political coordinator and the vote of unpopular measures in Congress, Temer and the presidents of the Senate and the Lower House held rare weekend news conference to explain the measures taken to resolve the crisis. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Osmar Machado perdeu o seu filho Filipe Machado no acidente aéreo que envolveu o time de futebol da Chapecoense na última terça-feira (29).

O corpo do zagueiro será velado junto com as outras vítimas na cerimônia da Arena Condá.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o pai não escondeu a sua indignação ao ser avisado de que teria que recepcionar o presidente Michel Temer no aeroporto.

Isso porque o peemedebista não deve comparecer à cerimônia, apenas recepcionar os corpos no aeroporto de Chapecó, em Santa Catarina.

"Eu não vou ao aeroporto... Não! Ele que tem que vir aqui. Você acha que eu vou deixar o meu filho aqui e ir até lá para dar um abraço nele? Só porque ele é presidente? Não. Eu não vou. Qual é a importância que vai ter um abraço dele para mim? É até uma falta de respeito dele ficar lá", argumentou Osmar Machado.

E completou:

"Ele tem que vir aqui, participar, ficar com a gente, olhar... O que ele tem de importante para nos esperar no aeroporto? Porque é presidente? Não... Eu não vou, não, de jeito nenhum! Qual o motivo de eu ir ao aeroporto e receber um consolo dele? É o fim do mundo. Eu não acredito que isso seja verdade..."

O presidente deve chegar ao aeroporto da cidade nesta sexta-feira (2) para acompanhar a chegada dos corpos que serão trazidos por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele desistiu de comparecer à cerimônia por medo de ser vaiado.

As duas últimas experiências do presidente em estádios de futebol não foram positivas. No Maracanã, durante a abertura da Olimpíada e da Paralimpíada ele foi hostilizado pelos presentes.

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