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Delações da Odebrecht revelam dinheiro ilegal nas campanhas de Serra e Alckmin, diz revista

26/11/2016 13:25 BRST | Atualizado 26/11/2016 13:25 BRST
ASSOCIATED PRESS
Brazil's Presidential candidate Social Democrat Geraldo Alckmin, right and Sao Paulo gubernatorial candidate Jose Serra,left,greets supporters in Sao Paulo, Brazil, on Sunday, Oct. 2, 2006, after it was confirmed that the Brazilian elections will be decided in a run-off. (AP Photo/Marcelo Hernandez)

As delações da Odebrecht atingiram em cheio o PSDB. Em reportagem na edição desta semana, VEJA revela como despesas da campanha de José Serra à Presidência em 2010, como o jatinho que ele usou para viajar pelo país, foram bancadas com dinheiro sujo da Odebrecht.

Os recursos foram depositados na Suíça em contas pessoais de um aliado do tucano, o ex-banqueiro Ronaldo Cezar Coelho. O texto também põe fim a um mistério: três fontes confirmaram à revista que o codinome “santo” que aparece em planilhas da empreiteira refere-se ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) — nenhum deles, no entanto, disse ter negociado diretamente com o paulista.

Na manhã deste sábado (26), a assessoria de imprensa de José Serra negou irregularidades: “Todas as campanhas de José Serra foram conduzidas na forma da lei, com as finanças sob responsabilidade do partido. Serra não cometeu irregularidades e espera o pleno esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes.

A assessoria de imprensa do governador Geraldo Alckmin afirmou que todas as contribuições recebidas em campanhas eleitorais foram devidamente contabilizadas e informadas à Justiça Eleitoral. O texto ressalta que o governador nunca participou de negociações de supostos pedidos de pagamentos ilícitos. Alckmin afirma ainda, através de sua assessoria, que é favorável à aplicação do instituto da delação premiada.