MULHERES
18/11/2016 10:43 -02

Amal Alamuddin: 'A pior coisa que podemos fazer é não nos levantarmos umas pelas outras'

JIM WATSON via Getty Images
Lawyer Amal Alamuddin Clooney attends the CEO Roundtable at the United Nations General Assembly in New York on September 20, 2016. / AFP / JIM WATSON (Photo credit should read JIM WATSON/AFP/Getty Images)

Desde setembro deste ano, a advogada especializada em direito internacional Amal Alamuddin Clooney representa a jovem Nadia Murad, de 23 anos, que foi vendida como escrava sexual ao comando do Estado Islâmico. A defesa da garota acontece na Corte Internacional de Justiça da ONU em Haia.

Ontem, em um discurso emocionante, a ativista falou sobre a relevância caso de Murad – bem como das milhares de vítimas de genocídio nas mãos da organização terrorista – durante o “Texas Conference for Women”, em Austin, nos Estados Unidos.

“A pior coisa que podemos fazer é não nos levantarmos umas pelas outras”, disse Alamuddin à multidão ao revelar sua decepção ao notar que tais problemas são deixados de lado.

E completou:

“Como mulher, me sinto envergonhada pelo fato de que meninas, como Nadia, têm seus corpos vendidos e usados, como campos de batalha. Estou envergonhada por ignorarmos seus gritos de socorro”.

A especialista já havia discutido sobre os perigos de lidar com o EI. Na ocasião, rebateu a ideia de que é possível destruir o grupo apenas por meio da força. “Você não pode matar uma ideia dessa forma”, explicou. “Uma das maneiras de agir é expor sua brutalidade e sua corrupção”, finaliza.

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