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Centenas de combatentes do Boko Haram se rendem no Chade, dizem fontes

12/11/2016 19:37 -02
PHILIP OJISUA via Getty Images
Nigerian Vice President Yemi Osinbajo (R) looks on while his wife Dolapo (C) comforts one of the 21 freed Chibok girls freed today from Boko Haram, at his office in Abuja on October 13, 2016. Jihadist group Boko Haram has freed 21 of the more than 200 Chibok schoolgirls kidnapped more than two years ago, raising hopes for the release of the others, officials said Thursday. Local sources said their release was part of a prisoner swap with the Nigerian government, but the authorities denied doing a deal with Boko Haram. / AFP / PHILIP OJISUA (Photo credit should read PHILIP OJISUA/AFP/Getty Images)

Centenas de combatentes do Boko Haram e suas famílias se renderam no último mês no Chade, na África Central. A informação é de fontes de segurança e das Nações Unidas, em um sinal de que a campanha militar contra eles está progredindo.

O Boko Haram matou e sequestrou milhares de pessoas, além de dominar uma área aproximadamente do tamanho da Bélgica no nordeste da Nigéria no ano passado.

Estima-se que os extremistas tenham feito ao menos 15 mil vítimas.

Nos últimos meses, porém, o grupo vem perdendo terreno significativo, em meio à crescente pressão militar regional.

São os próprios militares nigerianos que estão conseguindo recuperar diversas áreas bastante abrangentes que haviam sido tomadas pelo Boko Haram.

Neste momento, equipes de apoio e trabalho humanitário vem penetrando essas áreas retomadas, onde se encontram reféns em condições subumanas.

Entenda:

Apesar do recuo do grupo extremista, a Human Rights Watch formalizou uma grave denúncia no fim de outubro contra soldados e policiais nigerianos.

Segundo a entidade, meninas e mulheres reféns do Boko Haram foram estupradas pelos militares.

Um relatório indica que foram 43 casos de "abuso sexual, incluindo estupro" na cidade de Maiduguri, capital do estado de Borno.

Na ocasião, um porta-voz do exército local não quis comentar as acusações e afirmou que o Ministério da Defesa deveria tratar do assunto.

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