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Lula diz que Ministério Público, Polícia Federal, Moro e imprensa têm um pacto contra ele

11/11/2016 13:43 BRST | Atualizado 11/11/2016 13:43 BRST
Brazil Photo Press/CON via Getty Images
BRASILIA, BRAZIL - AUGUST 29: Former Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva attends the impeachment trial for suspended Brazilian President Dilma Rousseff on the Senate floor on August 29, 2016 in Brasilia, Brasil. Senators will vote in the coming days whether to impeach and permanently remove Rousseff from office. (Photo by Ricardo Botelho/Brazil Photo Press/LatinContent/Getty Images)

Denunciado pelo Ministério Público por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sliva afirmou que há um pacto contra ele envolvendo procuradores do MP, delegados da Polícia Federal, a imprensa e o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

“Tenho preocupação quando eu vejo um pacto quase que diabólico entre mídia, a Polícia Federal, o Ministério Público e o juiz que está apurando todo esse processo. (…) A menor preocupação é com a verdade”, disse em evento nesta quinta-feira (10) em que recebeu o apoio de políticos, intelectuais e artistas.

Lula desafiou seus acusadores a apresentarem provas contra ele. “Se eu disser a eles a convicção que tenho deles, vai ficar ruim", afirmou.

A frase "não temos prova, mas temos convicção" foi atribuída aos procuradores da Operação Lava Jato ao apresentarem a denúncia contra o ex-presidente em setembro.

No dia, o procurador do MP, Deltan Dallagnol disse que "Provas são pedaços da realidade, que geram convicção sobre um determinado fato ou hipótese. Todas essas informações e todas essas provas analisadas como num quebra-cabeça permitem formar seguramente, formar seguramente a figura de Lula no comando do esquema criminoso identificado na Lava Jato".

Para o ex-presidente, delegados da Polícia Federal “comprometidos ideologicamente e politicamente com determinados partidos” não deveriam fazer falsas acusações. “Eu não tenho que provar minha inocência, eles é que têm que provar a inocência deles na acusação que fizeram”, completou.

De acordo com o petista, os meios de comunicação mentem “descaradamente” e de forma perversa.

Lula criticou ainda o teto de gastos públicos, proposto pelo governo de Michel Temer. Aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana, a PEC 55/206, que estabele um novo regime fiscal, deve ser votada em primeiro turno no plenário do Senado em 29 de novembro.

“As universidades que conquistamos, eles estão tentando diminuir o orçamento que nós triplicamos. (…) Gaste com a língua de vocês, mas não com a educação desse País, que é o mais importante investimento. Cortar dinheiro da educação é tirar um sonho de que o povo pobre possa ter acesso à alta complexidade das máquinas”, afirmou.

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