ENTRETENIMENTO

'A Química', novo livro de Stephenie Meyer, desaponta fãs por não ter vampiros

10/11/2016 18:48 BRST | Atualizado 10/11/2016 18:48 BRST
Todd Williamson/Invision/AP
FILE - In this Tuesday, March 19, 2013, file photo, author Stephenie Meyer arrives at the LA premiere of "The Host" at the ArcLight Hollywood in Los Angeles. Ten years after the debut of her million-selling “Twilight” novels, Meyer is planning to talk about them at New York Comic Con in October 2015. (Photo by Todd Williamson/Invision/AP, File)

Stephenie Meyer, autora da série literária de fantasia Crepúsculo, não lançava um novo romance há oito anos até o suspense de espionagem A Química (The Chemist) chegar às lojas neste mês.

Os últimos livros que ela colocou nas prateleiras foram o último volume da saga best-seller, Amanhecer, seu primeiro livro de ficção científica, A Hospedeira, e em 2010, a novela A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, parte do cânone de Crepúsculo.

Desde então, milhares de fãs engajados – só a saga dos vampiros apaixonados vendeu mais de 120 milhões de cópias pelo mundo – tem aguardado ansiosamente por um novo romance de Meyer. E, de preferência, Midnight Sun, a história de Crepúsculo contada do ponto de vista de Edward, em vez do da protagonista, Bella.

No entanto, como a escritora conta em entrevista ao New York Times, há fãs decepcionados.

"Eu fiquei um pouco entediada [com vampiros]", disse ao jornal. "Histórias meio que se esgotam e você quer fazer algo muito diferente. É como tomar sorvete e depois querer pretzels."

a química

Em A Química, Meyer deixa vampiros e alienígenas de lado para contar a história de Alex, uma química especializada em tortura que está sob perseguição da agência governamental à qual ela prestava serviços.

Os planos da protagonista sofrem uma complicação quando ela se apaixona por Daniel, irmão gêmeo de Kevin, um agente da CIA que a auxilia na fuga e também está na mira de ex-chefes.

Trata-se da estreia da norte-americana de 42 anos em um gênero literário dominado principalmente por autores masculinos.

Alguns dos fãs mais fervorosos de Crepúsculo têm se queixado pelo lançamento não ser Midnight Sun. A editora internacional de A Química, Little, Brown, tem trabalhado em uma divulgação que abranja tanto os fãs de Crepúsculo quanto os de suspense e espionagem.

"Quando lançam um livro que não seja esse, as pessoas ficam infelizes", disse a escritora ao NYT.

Meyer contou na entrevista que o gigantesco sucesso que seus livros fizeram – as populares adaptações de Crepúsculo para o cinema renderem mais de US$ 3 bilhões só em bilheterias ao estúdio Summit – só fez aumentar suas inseguranças.

"É difícil quando você começa a duvidar de si mesma", contou. "Eu sempre fui muito exigente comigo mesma e agora que todo mundo está lendo meu trabalho, metade das pessoas o odeia."

A escritora disse ao jornal que está começando a pensar em seu próximo romance – uma história de fantasia que será sombria, na qual haverá bastante sofrimento.

"Eu sei que isso não traz os mesmos leitores, mas não é por isso que eu escrevo", afirmou.

Você pode ler um trecho de A Química aqui.

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