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Capa do Charlie Hebdo traz Obama desesperado e perseguido pela polícia

10/11/2016 16:19 BRST | Atualizado 10/11/2016 16:19 BRST
Divulgação

O jornal satírico francês Charlie Hebdo é conhecido por suas charges icônicas e mais uma vez não perdeu a oportunidade de se posicionar após o resultado das eleições nos Estado Unidos.

A capa publicada na última quarta-feira (9) mostra a figura de Barack Obama, com uma expressão de desespero, correndo de policiais que estão com armas apontadas para ele.

A frase “Obama, novamente um cidadão comum” acompanhou a imagem, sugerindo que depois de oito anos como presidente, Obama vai deixar a Casa Branca e viver em um país governado por Donald Trump, no qual ele estará suscetível aos perigos que muitos negros americanos foram expostos por todo esse tempo.

A imagem é carregada de crítica aos casos de racismo institucionalizado no país. De acordo com o levantamento do The Washington Post, os negros representaram quase um quarto das mortes por tiros de policiais em 2015, apesar de compor apenas 13% da população. Já em 2016, mais de 800 mortes de negros por policiais já foram contabilizadas

Para além dos dados, vários confrontos que ocorreram nas comunidades afro-americanas durante os últimos anos trouxeram a questão do racismo institucionalizado para o centro das atenções no segundo mandato de Obama.

O até então presidente era um dos maiores apoiadores do movimento Black Lives Matter, que surgiu durante protestos contra os tiroteios dos policiais. Porém, para Trump, o movimento era culpado por insuflar e instigar os assassinatos por policiais, já que "dividia" a população negra da branca, de acordo com informações do Huffington Post.

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