NOTÍCIAS

Flórida aprova legalização da maconha medicinal

09/11/2016 00:11 -02 | Atualizado 09/11/2016 00:11 -02
Shutterstock / U.P.images_photo

Um dos estados-chave para definir a eleição presidencial nos EUA, a Flórida aprovou, na noite desta terça-feira (8), o uso da maconha para fins medicinais.

Segundo a Associated Press, a medida estatal foi aprovada com 71% dos votos - por volta das 23h50 (horário do Brasil), 66% das urnas já haviam sido apuradas. As Emendas Constitucionais devem ser aprovadas com 60% dos votos, reporta o Washington Post.

De acordo com a Norml, organização que faz lobby no Congresso pelo afrouxamento das leis que limitam o consumo de maconha, a lei atual da Flórida restringe a quantidade do consumo da substância, exceto em casos de pacientes terminais.

"Atualmente, a lei permite o consumo de maconha com baixo nível de THC (a erva não pode ser fumada) para pacientes com câncer ou doenças que causem convulsões crônicas ou espasmos graves", explica o The Cannabist.

O Washington Post afirma que, com a aprovação, a Flórida se torna um dos estados com leis bastante permissivas no que tange o consumo medicinal da erva, porque deixa os critérios para que os pacientes se tornem elegíveis para o uso da maconha em aberto, dependendo de uma lista pré-estabelecida mas também apenas de avaliação médica.

A Flórida é o primeiro estado a aprovar medidas relacionadas ao uso medicinal da maconha nessa eleição. Estados como o Arkansas, a Dakota do Norte e Montana também decidem aspectos ligados ao uso medicinal da erva. Outros estados como Nevada, Califórnia, Massachusetts, Maine e Nevada votam resoluções ligadas ao consumo recreativo da erva.

O uso medicinal da maconha já é legalizado em 25 estados americanos e em DC, mas nenhum deles está localizado na região sul, tradicionalmente mais conservadora, do país.

LEIA MAIS:

- Zona livre para a maconha: Eleitores dos EUA poderão legalizar erva pra 1/4 da população

- Califórnia está a um passo de legalizar maconha e cidades podem lucrar US$ 30 milhões

- Conselho de medicina de SP pede fim da criminalização de usuários da maconha