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Rádio suspende padre que culpou união civil gay por tremores

05/11/2016 17:27 BRST | Atualizado 05/11/2016 17:27 BRST
MARIO LAPORTA via Getty Images
Women cry in front of damaged houses in a street in the central Italian village of Illica, near Accumoli, on August 24, 2016 after a powerful earthquake rocked central Italy. A powerful pre-dawn earthquake devastated mountain villages in central Italy on August 24, 2016, leaving at least 73 people dead, dozens more injured or trapped under the rubble and thousands temporarily homeless. Scores of buildings were reduced to dusty piles of masonry in communities close to the epicentre of the pre-dawn quake, which had a magnitude of between 6.0 and 6.2, according to monitors. / AFP / MARIO LAPORTA (Photo credit should read MARIO LAPORTA/AFP/Getty Images)

A italiana "Rádio Maria", que levou ao ar nesta semana uma declaração onde afirmava que os terremotos que atingiram a região central da Itália desde meados de setembro foram um "castigo divino" pela aprovação do projeto de lei que autoriza a união civil entre homossexuais, comunicou que o padre responsável pela declaração não será mais ouvido na emissora.

"A 'Rádio Maria' acha inaceitável a posição do padre Giovanni Cavalcoli em relação ao terremoto e o suspende imediatamente da sua transmissão mensal", explica em nota a rádio católica.

A emissora já havia se pronunciado sobre o assunto, se distanciando dele e do padre. "As expressões veiculadas são de um apresentador externo, feitas a título pessoal, e não refletem absolutamente o pensamento da 'Rádio Maria'", comentou a rádio.

Nesta sexta-feira (4), o religioso acusado de ter feito a afirmação não se desculpou por ela e ainda confirmou à "Rádio 24" seu pensamento dizendo que "os terremotos foram provocados pelos pecados do homem, com as uniões civis".

Evocando "Sodoma e Gomorra", o padre também repetiu que os "princípios da ética cristã" dizem que "a homossexualidade é contra a natureza, [os homossexuais] são pecadores".

Sobre o Vaticano, que também criticou o posicionamento do religioso, afirmando que as declarações são "ofensivas para os crentes e escandalosas para quem não crê", Cavalcoli disse que a instituição "deve repassar o catequismo".

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