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Com tarifa de ônibus congeladas por Doria, Metrô deve registrar fuga de passageiros em São Paulo

03/11/2016 12:05 -02 | Atualizado 03/11/2016 12:05 -02
Paulo Whitaker / Reuters
Passengers crowd to board the bus to go to work in Sao Paulo December 9, 2014. Brazilian cities are pressing ahead with plans to raise bus fares, despite threats of a repeat of street protests that shook President Dilma's Rousseff's government last year. The fare hikes are seen as an important test case for Rousseff's plan to roll out several unpopular measures, including higher taxes and budget cuts, in an effort to correct imbalances plaguing Latin America's largest economy. Picture taken December 9, 2014. REUTERS/Paulo Whitaker (BRAZIL - Tags: SOCIETY TRANSPORT BUSINESS)

Com a promessa do novo prefeito de São Paulo, João Doria, de congelar as tarifas de ônibus em 2017, o Metrô deve registrar uma fuga de passageiros, uma vez que não está nos planos do governador Geraldo Alckmin manter o valor das passagens.

Segundo o diretor financeiro do Metrô, José Carlos Nascimento, o estado não está avaliando a possibilidade de congelar tarifas. "Necessitamos de um reajuste", disse ao jornal Folha de S. Paulo.

Embora nada esteja decidido, o executivo reconhece que poderá haver uma migração dos passageiros caso as tarifas se diferenciem. "Sempre que você tem descolamento é natural que exista um fluxo de transferência de usuários de um modal para outro."

Nos últimos cinco anos, a tarifa de metrô, trens e de ônibus foi mantida no mesmo patamar -- estratégia que deve mudar no próximo ano, com o anúncio do novo prefeito de manter a promessa e não aumentar a tarifa de ônibus no primeiro ano de seu mandato.

Segundo Nascimento, ainda é cedo para medir a quantidade de passageiros que podem mudar de transporte público em busca de uma economia. Mas, quanto maior for a diferença, maior a fuga.

Tarifa congelada

Para cumprir a promessa, o prefeito eleito pediu socorro financeiro a Michel Temer. De acordo com Doria, a manutenção da tarifa nos atuais R$3,80 causaria um impacto entre R$ 500 milhões e R$ 550 milhões para a prefeitura.

A reunião aconteceu em outubro e o prefeito diz que está confiante com a ajuda de Temer. “O presidente e o ministro Padilha vão levar [essa questão] à área econômica. Não foi um pleito de São Paulo, foi um pleito por São Paulo. [O transporte] é um problema que afeta todas cidades. Confio que o governo federal saberá olhar isso com generosidade e, sobretudo, com sentimento social, em um país que vive lamentavelmente essa situação de desemprego”, disse o prefeito em outubro.

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