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Eduardo Cunha chama Temer e Lula como suas testemunhas de defesa

02/11/2016 13:57 BRST | Atualizado 02/11/2016 13:57 BRST
Montagem

Preso desde o dia 9 de outubro na operação Lava Jato, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) chamou o presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como testemunhas de defesa em seu processo.

Ao todo, a lista elaborada por Cunha tem 22 nomes. Entre eles, estão o ex-senador Delcídio do Amaral, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o pecuarista José Carlos Bumlai.

Também aparecem nomes de políticos como os deputados Leonardo Quintão (PMDB-MG) e Mauro Lopes (PMDB-MG) e o ex-ministro do Turismo Henrique Alves.

Veja a lista de testemunhas:

Michel Miguel Elias Temer Lulia

Felipe Bernardi Capistrano Diniz

Henrique Eduardo Lyra Alves

Antônio Eustáquio Andrade Ferreira

Mauro Ribeiro Lopes

Leonardo Lemos Barros Quintão

José Saraiva Felipe

João Lúcio Magalhães Bifano

Nelson Tadeu Filipelli

Benício Schettini Frazão

Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos

Sócrates José Fernandes Marques da Silva

Delcídio do Amaral Gómez

Mary Kiyonaga

Elisa Mailhos

Luis Maria Pineyrua

Nestor Cuñat Cerveró

João Paulo Cunha

Hamylton Pinheiro Padilha Júnior

Luís Inácio Lula da Silva

José Carlos da Costa Marques Bumlai

José Tadeu de Chiara

Cunha foi preso preventivamente, por tempo indeterminado, em uma decisão assinada pelo juiz Sérgio Moro, 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, responsável pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

Cunha é réu três vezes pelo Supremo Tribunal Federal pela suspeita de manter contas não declaradas na Suíça, abastecidas com recursos de propina. Ele é acusado de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

A investigação foi encaminhada à primeira instância quando Cunha perdeu o foro privilegiado, ao ser cassado, no mês passado. Na última quinta-feira (13), o peemedebista foi intimidado a apresentar sua defesa. Ele nega que tenha cometido irregularidades.

Cunha teve o mandato de deputado federal cassado por quebra de decoro parlamentar. Na votação que resultou na perda do mandato do ex-presidente da Câmara dos Deputados, 450 parlamentares o condenaram por ter mentido quando negou em depoimento à CPI da Petrobras ter contas bancárias no exterior.

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