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Freixo faz discurso otimista após perder no Rio: 'Nada termina hoje. Começa a luta organizada'

30/10/2016 19:59 -02 | Atualizado 30/10/2016 19:59 -02
TASSO MARCELO via Getty Images
Rio de Janeiro's mayoral candidate for the Socialism and Liberty Party (PSOL) Marcelo Freixo raises his fist after voting during the municipal election runoff in Rio de Janeiro, Brazil on October, 30, 2016. Evangelical mega-church bishop Marcelo Crivella, who once branded Catholics demons, was expected to become mayor of Rio de Janeiro on Sunday in nationwide municipal elections confirming Brazil's shift to the right. / AFP / TASSO MARCELO (Photo credit should read TASSO MARCELO/AFP/Getty Images)

O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) fez um discurso otimista neste domingo (30) após ser derrotado pelo senador Marcelo Crivella (PRB) na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Na praça da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, Freixo falou em tom de vitória.

"Nada termina hoje. Hoje começa uma luta organizada no Rio de Janeiro", disse o deputado seguido por gritos de "é só o começo" de centenas de eleitores que assistiam ao discurso.

"Nós vencemos esta eleição porque a nossa vida não é movida exclusivamente pela pauta das urnas. Nós devolvemos às pessoas as praças públicas, nós devolvemos a alegria e a emoção de se fazer política no Rio de Janeiro. Não foram poucos os que se emocionaram na hora do voto, de fazer essa campanha, que foi coletiva do início ao fim".

Freixo recebeu 50,63% dos votos válidos, contra 59,37% de Crivella. Com 1.163.522 votos, ele conseguiu superar os 914 mil contabilizados da última vez que concorreu à prefeitura.

A disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro foi acirrada. Nas pesquisas de intenção de voto, Freixo conseguiu diminuir a distância de Crivella. Denúncias contra o senador e a ausência do candidato em entrevistas para a TV e o rádio fizeram com que ele perdesse alguns pontos na última semana, mas não foram o suficiente para que o psolista emplacasse o cargo.

"O nosso compromisso com a cidade, com a democracia, com o Brasil não é determinado por uma eleição ou por outra. Queríamos, sim, ganhar e fizemos de tudo dentro do campo ético. Não cedemos um milímetro do nosso programa, do que pensamos"

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