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Financial Times: Bancada evangélica conduz Brasil para a direita

24/10/2016 16:44 BRST | Atualizado 24/10/2016 16:44 BRST
VANDERLEI ALMEIDA via Getty Images
Rio de Janeiro's Mayor candidate, Marcelo Crivella, the Brazilian Republican Party (PRB), gestures after casting his vote at a polling station in Copacabana, Rio de Janeiro, Brazil, during the municipal elections' first round, on October 2, 2016. Brazilians furious at recession and corruption voted Sunday in municipal elections amid heightened security after a series of murders of candidates. Among the first to cast his ballot in the financial capital Sao Paulo was Brazilian President Michel Temer from the center-left PMDB party, who took over the presidency in August after turning on his former leftist ally Dilma Rousseff and helping to force her from the top job in an impeachment vote. / AFP / Vanderlei ALMEIDA (Photo credit should read VANDERLEI ALMEIDA/AFP/Getty Images)

"Tais opiniões causariam espanto em qualquer político. Mas o Sr. Crivella, um cantor gospel da Igreja Universal, é o mais forte favorito a se tornar o prefeito do Rio de Janeiro, uma das cidades com mais diversidade social e racial da América".

A descrição acima foi extraída de uma reportagem publicada no jornal britânico Financial Times no último final de semana.

De acordo com o jornal, a possível vitória do candidato Marcelo Crivella (PRB) em cima do seu oponente no segundo turno, Marcelo Freixo (PSOL) indicam a "emergência do bloco evangélico, que está conduzindo a política brasileira para a direita, segundo analistas, e deve se tornar cada mais mais poderosa e influente".

O texto traz ainda um depoimento do deputado federal Jean Wyllys, que afirma que além de evangelizar, o bloco evangélico pretende influenciar a lei.

O crescimento da bancada evangélica, que teve peso para o desfecho do processo político que culminou com o impeachment de Dilma Rousseff é, segundo o FT, um reflexo das mudanças demográficas pelas quais o Brasil passa atualmente e a lei que proíbe doações corporativas aos candidatos apenas contribui para expandir o poder da bancada.

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