NOTÍCIAS

Parlamento alemão discute impeachment de Dilma Rousseff

21/10/2016 16:18 BRST | Atualizado 21/10/2016 16:18 BRST
EVARISTO SA via Getty Images
German Chancellor Angela Merkel (L) and Brazilian President Dilma Rousseff pose to photographers before a meeting at Alvorada Palace in Brasilia on August 19, 2015. Merkel is in Brazil in a two-day official visit. AFP PHOTO/EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

O Parlamento alemão colocou em pauta, na última quinta-feira (20), o impeachment de Dilma Rousseff.

Segundo a Deutsche Welle, o tema foi colocado em pauta após o partido A Esquerda apresentar uma moção na qual solicita que o Legislativo alemão repudie o afastamento da ex-presidente. Para o deputado da legenda Wolfgang Gehrcke, o afastamento de Dilma pode ser classificado um "golpe".

Em sua fala no plenário, ele também fez críticas ao presidente Michel Temer e a PEC 241, que, segundo ele, pode afetar principalmente os mais pobres.

O partido da chanceler Angela Merkel, no entanto, foi contra a proposta. Citado pela DW, o parlamentar Andreas Nick disse que o impeachment de Dilma se justifica por conta da perda de apoio do Congresso e dos eleitores brasileiros.

Nick reconheceu, no entanto, que os crimes que justificam o impeachment são "controversos", mas ressaltou que não caberia um "seminário avançado sobre a Constituição brasileira" no Parlamento alemão.

Representantes do Partido Social-Democrata (SPD) e do Partido Verde também foram a favor do repúdio. Segundo parlamentares das legendas citadas, além de configurar um "golpe", o afastamento coloca em risco avanços sociais conquistados pelo governo do PT.

"Dilma Rousseff é muito mais íntegra do que maioria daqueles que foram contra ela", disse Klaus Barthel, do PSD, citando o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Segundo a DW, com a maioria dos deputados tendo votado a favor da moção, o requerimento agora será avaliado pela Comissão de Relações Exteriores do Parlamento.