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Rebeliões deixam 18 mortos em Roraima e Rondônia. Secretário fala em PCC como mandante

17/10/2016 16:32 -02 | Atualizado 17/10/2016 16:32 -02
Ricardo Moraes / Reuters
Prisoners attend a cult meeting presided over by Evangelical pastor Marcos Pereira da Silva, at the 52nd Police Station jail in Nova Iguacu, near Rio de Janeiro, October 29, 2009. Pastor Marcos and missionaries from his Assembly of God of the Last Days church regularly visit Rio's prisons and slums to evangelize prisoners and dwellers of some of the most violent neighborhoods in Brazil. Picture taken October 29. REUTERS/Ricardo Moraes (BRAZIL RELIGION CRIME LAW)

Dez pessoas morreram e outros seis ficaram feridos neste domingo (16) na penitenciária de Boa Vista, em Roraima. O confronto entre as facções começou durante o horário de visitas, por volta das 16h. Cerca de 100 familiares de presos foram feitos reféns, mas liberadas por volta das 20h, após intervenção da Polícia Militar.

Durante o conflito, o comandante da operação e membro do Batalhão de Operações Especiais (Bope), capitão Falkner, chegou a afirmar que 25 presos tinham sido assassinados.

Nesta madrugada, em Porto Velho, Rondônia, outros oito presos morreram asfixiados por fumaça na Penitenciária Estadual Ênio dos Santos Pinheiro em, também durante uma rebelião. De acordo com o G1, a Polícia Civil acredita que as mortes tem como a motivação a briga entre grupos rivais.

PCC seria o mandante

De acordo com informações da Agência Brasil, secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro, disse nesta segunda-feira (17) que a rebelião que ocorreu na tarde de ontem (16) na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, foi uma determinação nacional da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo, de atacar os integrantes do Comando Vermelho, grupo criminoso do Rio de Janeiro.

“Eles declararam guerra entre as facções. Estamos percebendo em nível nacional o rompimento desse acordo entre eles", disse Castro, explicando que existem ramificações dos grupos em vários estados do país.

Segundo ele, também ocorreram rebeliões no Pará e em Rondônia, com a mesma motivação. De acordo com Castro esse movimento entre as facções está sendo observado nos presídios há cerca de uma semana.