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Promessa é dívida: Obama relaxa pena de 102 condenados por tráfico de drogas

07/10/2016 14:48 BRT | Atualizado 07/10/2016 14:48 BRT
SAUL LOEB via Getty Images
US President Barack Obama speaks about Hurricane Matthew following the Presidential Daily Briefing in the Oval Office of the White House in Washington, DC, October 7, 2016. Hurricane Matthew was downgraded to a Category Three storm Friday as it churned just off Florida and threatened to pummel the US southeast after wreaking havoc in the Caribbean. / AFP / SAUL LOEB (Photo credit should read SAUL LOEB/AFP/Getty Images)

Como parte de sua campanha para libertar presos condenados por crimes não violentos - especialmente aqueles ligados ao tráfico de drogas - o presidente dos EUA, Barack Obama encurtou a pena de 102 detentos condenados por tráfico de drogas.

Segundo a Casa Branca, com o feito, Obama comutou mais penas do que os seus 11 antecessores juntos. Foram 774 relaxamentos de penas, 590 apenas esse ano, segundo dados divulgados pelo Washington Post.

Segundo a Time, a iniciativa faz parte de um esforço para reforçar o sistema criminal dos EUA. Em 2013, Obama lançou sua primeira rodada de clemências executivas, que tinha como alvo específico presos ligados à posse de cocaína. Na época, ele libertou oito homens que já haviam cumprido 20 anos de pena. Vários deles, segundo a publicação, tinham sido condenados à prisão perpétua.

"Os indivíduos que estão sendo contemplados com a comutação hoje são mães e pais, filhos e filhas, e em alguns casos, avôs. Hoje, eles e seus entes queridos compartilham a alegria em saber que logo estarão reunidos", afirmou a Casa Branca em comunicado.

As ações executivas de Obama são uma forma de contornar o Congresso, de maioria republicana, que se opõe a várias iniciativas do presidente. "O presidente Obama tem o poder de arrumar erros do passado, mas só o Congresso pode prevenir erros do futuro", disse ao Washington Post Kevin Ring, ativista da causa.

Várias propostas de reforma do sistema criminal dos EUA - inclusive com apoio dos partidos Democrata e Republicano - foram apresentadas no Congresso, mas nenhuma foi aprovada.

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