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Caos humanitário: Em dois dias, Itália resgata 10 mil refugiados do mar

05/10/2016 12:17 -03 | Atualizado 05/10/2016 12:17 -03
ARIS MESSINIS via Getty Images
Migrants hang from a boat as they wait to be rescued as they drift in the Mediterranean Sea, some 12 nautical miles north of Libya, on October 4, 2016. At least 1,800 migrants were rescued off the Libyan coast, the Italian coastguard announced, adding that similar operations were underway around 15 other overloaded vessels. / AFP / ARIS MESSINIS (Photo credit should read ARIS MESSINIS/AFP/Getty Images)

Mais de 4.650 imigrantes foram salvos e 28 corpos foram recuperados, na terça-feira (4), em mais de 30 missões de resgate na costa da Líbia, informou a guarda costeira da Itália nesta quarta-feira (5).

A cifra eleva para 10 mil o total de refugiados resgatados em dois dia, e o saldo de mortes para 50. Os traficantes de pessoas têm se aproveitado do clima relativamente calmo para enviá-las por mar.

A guarda costeira informou que os imigrantes foram resgatados de 33 embarcações, incluindo 27 botes de borracha, na terça. Em seu ponto mais próximo, a Líbia fica a cerca de 290 quilômetros da ilha italiana de Lampedusa.

Cerca de 13 navios da guarda costeira, das Marinhas italiana e irlandesa, de empresas mercantis particulares e de organizações humanitárias se envolveram nos resgates.

A guarda costeira não deu detalhes sobre as mortes nem sobre as nacionalidades das pessoas salvas.

A mais nova leva de recém-chegados eleva para ao menos 142 mil o número de imigrantes que chegaram à Itália desde o início do ano e para cerca de 3.100 os que morreram fazendo a perigosa travessia. Estima-se que 154 mil pessoas aportaram nas praias italianas em 2015 e que 2.892 morreram.

A grande maioria provém da África, em especial Nigéria, Eritreia, Guiné, Gâmbia, Sudão, Costa do Marfim e Somália.

Os imigrantes são levados à Itália, onde autoridades do país e da União Europeia trabalham juntas para identificar e tirar impressões digitais dos postulantes a asilo. A lei europeia diz que os imigrantes devem permanecer no país do bloco pelo qual entraram, e a Itália está tendo dificuldades crescentes para lidar com as cifras cada vez maiores.

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