NOTÍCIAS

Juiz que proibiu imprensa de cobrir voto de Dilma já deixou bem clara sua opinião sobre ex-presidente

02/10/2016 23:56 -03 | Atualizado 02/10/2016 23:56 -03
Reprodução/Twitter

O juiz Niwton Carpes, titular da 160ª Zona Eleitoral que proibiu que a imprensa registrasse o voto de Dilma Rousseff durante o primeiro turno das eleições municipais, neste domingo (2), já deixou bem clara sua opinião sobre a ex-presidente nas redes sociais. "Incompetente e desesperada", disparou o magistrado contra a petista.

Sem papas na língua, Carpes também já disparou contra o ator José de Abreu e a senadora Gleisi Hoffmann (PT). "Esse é o espírito democrático da esquerda (baderna e violência)", escreveu em sua conta no Twitter.

A ex-presidente foi às urnas pouco depois das 13h em um colégio da zona sul de Porto Alegre, acompanhada pelo candidato do PT a prefeito na capital gaúcha, Raul Pont, em meio a manifestações de apoio de militantes e um princípio de tumulto. Homens da Brigada Militar impediram a entrada dos apoiadores de Dilma e dos repórteres que, então, passaram a discutir com os policiais.

Em poucos minutos, os dois lados trocaram agressões, chegando a quebrar um vidro da porta da escola. A candidata a vice-prefeita de Pont, Silvana Conti, do PCdoB, sofreu lesões na perna. Ela saiu do local afirmando que havia sido agredida pelos militares e que faria registro de ocorrência.

Em sua decisão, o magistrado alegou que Dilma “é uma cidadã comum” e “não deve ter o voto registrado”.

Segundo a Folha, Dilma disse ter orgulho de ser uma cidadã comum. "Há que ter orgulho de ser cidadã ou cidadão nesse país", disse Dilma.

O ex-ministro Miguel Rossetto, que também foi impedido de entrar, afirmou que o partido vai entrar com uma representação na Justiça Eleitoral por tentativa de censura.